País vive ‘epidemia’ de obesidade, segundo pesquisa feita por cientistas do Imperial College de Londres
O aumento da obesidade deixou de ser uma mera preocupação estética para se tornar um problema crítico de saúde pública no Brasil. Um estudo recente publicado na revista científica The Lancet, conduzido pelo Imperial College de Londres, revela dados alarmantes sobre a obesidade em escala global, com o Brasil figurando entre os países mais afetados.
Números Preocupantes da Obesidade no Brasil
As estatísticas brasileiras são particularmente preocupantes. Em média, um em cada cinco adultos no Brasil é considerado obeso ou está significativamente acima do peso ideal. Em termos absolutos, o país contabiliza cerca de 30 milhões de pessoas obesas, sendo 18 milhões de mulheres e 12 milhões de homens. Esses números colocam o Brasil na terceira posição no ranking mundial de obesidade, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
O Impacto da Tecnologia e do Estilo de Vida Moderno
Cristiano Parente, educador físico e especialista em treinamento individual, destaca como a sociedade brasileira chegou a essa “epidemia” de sobrepeso. Ele aponta que, apesar de uma crescente preocupação com qualidade de vida e saúde, o avanço tecnológico tem contribuído para um estilo de vida mais sedentário. Dispositivos como celulares e computadores, embora úteis, reduzem a necessidade de atividade física diária, essencial para o desenvolvimento saudável do corpo.
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Obesidade: Uma Doença com Consequências Graves
Parente enfatiza que a obesidade é reconhecida como uma doença, não apenas uma questão estética. Além dos impactos internos no organismo, como alterações no sangue, pressão arterial e órgãos como fígado e pâncreas, o excesso de peso sobrecarrega o sistema esquelético. Articulações, ossos e coluna vertebral são submetidos a uma carga excessiva, o que pode levar a diversos problemas de saúde.
Políticas Públicas e Acesso à Alimentação Saudável
O especialista critica a falta de políticas públicas eficazes para promover uma alimentação saudável no Brasil. Ele argumenta que alimentos saudáveis são mais caros, o que dificulta o acesso da população, especialmente a de baixa renda, a uma dieta equilibrada. A falta de incentivos e subsídios para a produção e consumo de alimentos nutritivos agrava o problema da obesidade no país.
Diante desse cenário, a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que as metas globais para reduzir a obesidade não serão alcançadas nos próximos 10 anos, com estimativas de que até 2025, 20% da população mundial será obesa. A conscientização e a implementação de medidas eficazes são cruciais para reverter essa tendência preocupante.



