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Brasil lidera casos de depressão e ansiedade na América Latina

Procura por remédios psiquiátricos cresceu 60% no país; médica psiquiatra, Fernanda Maria, fala do aumento de casos
depressão e ansiedade
Procura por remédios psiquiátricos cresceu 60% no país; médica psiquiatra, Fernanda Maria, fala do aumento de casos

Procura por remédios psiquiátricos cresceu 60% no país; médica psiquiatra, Fernanda Maria, fala do aumento de casos

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% da população sofre com transtornos mentais, e o Brasil lidera os casos de ansiedade e depressão na América Latina. Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam um aumento de quase 60% na procura por remédios psiquiátricos entre 2017 e 2022.

A Necessidade de Medicação

Nem todos os casos de transtornos mentais requerem medicação. A psiquiatra Fernanda Faria destaca a importância da avaliação individualizada, pois muitos transtornos podem ser tratados apenas com psicoterapia. A busca por um histórico completo do paciente, incluindo histórico familiar e infância, é crucial para determinar o melhor tratamento.

Transtornos de Personalidade e Ansiedade

A médica cita o transtorno borderline como exemplo de condição em que a psicoterapia é a primeira linha de tratamento, com a medicação atuando como auxiliar. Caracterizado por instabilidade emocional, impulsividade e relacionamentos conturbados, o transtorno borderline exige acompanhamento profissional. A ansiedade, muito comum atualmente, especialmente após a pandemia e com o uso das redes sociais, pode necessitar de medicação quando impacta negativamente a vida do indivíduo. Sinais como taquicardia, sudorese e sensação de morte iminente exigem atenção médica imediata.

Riscos da Automedicação

A automedicação com psiquiátricos apresenta riscos significativos, incluindo vício e efeitos colaterais graves como a atrofia cerebral e esquecimento. A interrupção abrupta do tratamento também é perigosa, podendo levar à síndrome de retirada e agravar os sintomas. O desmame gradual, sob supervisão médica, é essencial para garantir a segurança do paciente. A família desempenha um papel importante na observação de sinais de alerta e na busca por ajuda profissional para o paciente.

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