Apesar de ter essa classificação desde 2022, CID-11 passou a valer em 1º de janeiro de 2025; saiba o que muda
A síndrome de burnout passou a ser oficialmente considerada uma doença ocupacional no Brasil a partir do início deste ano — Brasil passa a considerar síndrome de —. A medida visa facilitar o reconhecimento do transtorno pelos trabalhadores e o acesso ao tratamento adequado.
Reconhecimento oficial e sintomas: A Classificação Internacional de Doenças (CID) incluiu a síndrome de burnout como doença ocupacional desde 1º de janeiro. A Organização Mundial da Saúde já reconhecia a síndrome como doença desde 2022. Os sintomas iniciais podem incluir irritação e cansaço, evoluindo para falta de motivação, dificuldade de concentração, exaustão, crises de ansiedade e sensação de desesperança.
Depoimento e dificuldades no afastamento: Morgana Calonga relatou ter sofrido com sintomas de apatia e ansiedade, chegando a ser afastada do trabalho, mas não pelo tempo necessário. Após a recomendação médica de afastamento por 60 dias, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu mais 120 dias. No entanto, em uma tentativa posterior, um perito negou o afastamento, alegando que ela não apresentava doença.
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Aspectos do diagnóstico e tratamento: A psicóloga Sabrina Maral destacou que o diagnóstico da síndrome de burnout envolve três pilares principais: sensação de distanciamento do trabalho, queda significativa na performance e esgotamento crônico. Ela ressaltou a importância do tratamento para a saúde ocupacional, alertando que, diferentemente de problemas físicos, muitas pessoas resistem a buscar ajuda para questões de saúde mental.
Implicações legais: O advogado Ricardo Russo explicou que, caso o trabalhador comprove o nexo entre a síndrome de burnout e o contrato de trabalho, pode ingressar com processo trabalhista contra o empregador. A indenização não repara o sofrimento, mas busca compensar os danos enfrentados durante o período de trabalho.
Entenda melhor
Além da apatia e ansiedade, outros sintomas da síndrome de burnout incluem cansaço físico e mental excessivo, dificuldade de concentração, sentimentos de incompetência, dor de cabeça frequente, alterações no apetite, sentimentos de fracasso, insegurança, mudanças de humor e alterações nos batimentos cardíacos. Morgana, que se afastou do ambiente de trabalho tóxico, relata estar recuperada e sem necessidade de medicação há um ano.
A produção da reportagem solicitou uma posição do INSS sobre a negativa do afastamento no caso de Morgana, mas ainda não obteve resposta.



