Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stábeli, analisa marca negativa no país
O Brasil atingiu a marca de 2 milhões de infectados e 76 mil mortes por Covid-19, assumindo a segunda posição mundial em casos. Em entrevista, Rodrigo Stable, pesquisador da Fiocruz e professor da Ufscar, analisou a situação.
Números alarmantes e políticas questionáveis
Stable afirma que essa marca era previsível, devido a uma política de combate ao coronavírus mais focada em questões políticas do que em medidas efetivas. Ele destaca a subnotificação de casos no Brasil, indicando um número ainda maior de infectados. O pesquisador compara a situação com a pandemia da gripe espanhola de 1914, ressaltando a gravidade da Covid-19.
Diferenças entre gripe comum e Covid-19
O especialista diferencia a Covid-19 da gripe comum, explicando que, enquanto a gripe geralmente apresenta sintomas leves e tratamento domiciliar, a Covid-19 pode se agravar subitamente. Sintomas como dor de cabeça, febre, coriza, perda de paladar e olfato, fadiga e falta de ar exigem atendimento médico imediato.
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Impactos das queimadas e a importância do sono
A entrevista também abordou os impactos das queimadas na saúde, aumentando a dificuldade respiratória e confundindo os sintomas com os da Covid-19. Stable recomenda hidratação e cuidados de higiene para evitar confusões. A insônia, comum nesse período de tensão, também foi discutida, com o pesquisador alertando sobre os efeitos negativos na imunidade. Ele reforça a importância de buscar ajuda médica para problemas de saúde mental e física, mesmo durante a pandemia.
Por fim, Stable critica o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro sobre a cloroquina, enfatizando a importância da prescrição médica e a necessidade de um plano de combate à pandemia mais eficaz e coordenado. A entrevista finaliza com a resposta à pergunta sobre a possibilidade de ter Covid-19 sem febre, sendo possível, mas com outros sintomas, como cansaço, que exigem atenção médica.



