O país deixou a 79ª posição para ficar ao lado de Zâmbia, Colômbia e Panamá, que ocupam o posto de número 96
Apesar da operação Lava Jato, a percepção de corrupção no Brasil disparou nos últimos anos, segundo a ONG Transparência Internacional. O país caiu 17 posições no ranking de percepção de corrupção, passando da 79ª para a 96ª posição, ficando atrás de países como Ruanda, Timor-Leste e Arábia Saudita, e ao lado de nações como Zâmbia, Colômbia e Panamá.
Queda histórica no ranking
Esta é a pior classificação do Brasil desde 2012, quando a metodologia da pesquisa (realizada desde 1996) foi alterada. O ranking considera 80 países, sendo a Nova Zelândia, Dinamarca e Finlândia os países com melhor percepção de integridade, enquanto a Somália, Síria e Sudão do Sul ocupam as últimas posições.
Lentidão da Justiça e a percepção de impunidade
Para Jorge Sanchez, advogado e conselheiro da ONG Amaribo Brasil, a lentidão da justiça em responder à sociedade contribui para a sensação de aumento da corrupção. Ele defende maior participação da sociedade e o cumprimento das normas jurídicas como medidas para melhorar esse cenário. Sanchez aponta a necessidade de revisão de leis, como o Código Penal de 1940, considerado desatualizado e ineficaz em proporcionar respostas rápidas e proporcionais aos crimes.
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A necessidade de mudanças
A sensação de impunidade e a ineficiência do sistema judicial contribuem para a percepção negativa da população sobre a corrupção no Brasil. A revisão de leis, maior participação da sociedade e o aprimoramento do sistema jurídico são passos essenciais para combater essa percepção e construir um país mais justo e transparente.



