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Brasil recusa carne importada dos Estados Unidos

Ouça a coluna 'CBN Agronegócio', com José Carlos de Lima Júnior
carne importada Brasil
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O Brasil recusou um lote de picanha dos Estados Unidos na semana passada, alegando desconformidade com as normas nacionais. Essa decisão gerou debates sobre protecionismo e a real situação da carne importada no país.

Contexto da Recusa

Segundo o Ministério da Agricultura, a carne americana apresentava irregularidades. Entretanto, especialistas argumentam que a medida pode ser mais simbólica do que comercial. O Brasil importa apenas 0,9% de sua carne consumida anualmente, cerca de 70 mil toneladas. Essa decisão ocorre após os EUA terem fechado suas importações de carne brasileira, em parte devido a preocupações sanitárias e à Operação Carne Fraca.

Impacto no Mercado Interno

A recusa da carne americana provavelmente não causará desabastecimento no Brasil. O país possui diversos frigoríficos e importa carne de outros países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, que podem suprir a demanda. O impacto, portanto, é mais político do que econômico.

Retaliação e Relações Internacionais

A ação brasileira é interpretada como uma retaliação simbólica à decisão americana. A abertura do mercado americano à carne brasileira levou sete anos, e o fechamento recente gerou tensão entre os países. O problema, aparentemente relacionado à rotulagem, já parece resolvido, mas a situação expõe uma relação complexa e, em alguns momentos, tensa entre os dois países. A questão destaca a importância das relações comerciais internacionais e a necessidade de transparência e cumprimento de normas para evitar conflitos.

Em resumo, a recusa da picanha americana demonstra uma complexa interação entre questões comerciais, sanitárias e políticas entre Brasil e EUA. Apesar do impacto econômico ser mínimo, o episódio ressalta a fragilidade das relações internacionais e a necessidade de diálogo para a resolução de conflitos.

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