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Brasil registra aumento de 10,2% nas exportações de móveis e colchões no mês de maio

Vendas passaram de R$ 390 milhões no período; Presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz, comenta os números
exportações de móveis
Vendas passaram de R$ 390 milhões no período; Presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz, comenta os números

Vendas passaram de R$ 390 milhões no período; Presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz, comenta os números

As exportações brasileiras de móveis e colchões apresentaram crescimento expressivo nos primeiros meses de 2023, atingindo US$ 66,6 milhões em abril e US$ 72,7 milhões em maio, um aumento de 7,8% e 10,2%, respectivamente. De acordo com o último relatório conjuntural do setor, esses números demonstram a estabilidade do mercado, mesmo após os desafios da pandemia e a instabilidade global.

Estabilidade e Crescimento do Setor

Apesar dos impactos negativos causados pela pandemia, como a destruição da cadeia de suprimentos e o aumento da demanda, o setor moveleiro brasileiro se manteve estável em comparação com 2019. Iri-neu Munhos, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário, atribui esse sucesso a investimentos em tecnologia e eficiência comercial pelas empresas, além da valorização do real frente a outras moedas, o que favoreceu as exportações. A dificuldade da China em exportar para as Américas, devido ao aumento dos fretes internacionais, também contribuiu para o crescimento das vendas brasileiras.

Principais Mercados e Desafios

Os principais destinos das exportações brasileiras de móveis são Estados Unidos, Chile, Reino Unido, Uruguai e Peru. Entretanto, o cenário internacional apresenta desafios, como o lockdown na China, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a consequente ruptura nas cadeias de suprimentos. Isso elevou os custos de matérias-primas, como acessórios, materiais derivados de vidro e metal, e principalmente a madeira, impactando diretamente a produção de painéis de madeira reconstituída (MDF e MDP), principal matéria-prima do setor.

Cenário para o Consumidor

O crescimento do setor moveleiro brasileiro resultou em melhorias na qualidade dos produtos, beneficiando o consumidor final. A maior produtividade e o uso de melhores materiais refletem em móveis de maior qualidade. No entanto, o cenário de inflação global, somado aos problemas nas cadeias de suprimentos e o aumento dos custos de combustíveis, resultou em um aumento nos preços dos móveis, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Para o consumidor, a recomendação é avaliar criteriosamente as necessidades, buscando um bom custo-benefício, considerando a possibilidade de adquirir móveis de coleções anteriores, que podem apresentar preços mais acessíveis sem comprometer a qualidade.

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