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Brasil registra aumento de 72% nos casos de obesidade nos últimos 13 anos

Doença se apresenta como um dos principais problemas de saúde pública; endocrinologista fala sobre os riscos
Brasil registra aumento de 72%
Doença se apresenta como um dos principais problemas de saúde pública; endocrinologista fala sobre os riscos

Doença se apresenta como um dos principais problemas de saúde pública; endocrinologista fala sobre os riscos

A obesidade é um desafio crescente para a saúde pública mundial, Brasil registra aumento de 72% nos casos de obesidade nos últimos 13 anos, com um aumento de 72% nos últimos 13 anos, conforme dados da pesquisa Vigitel, que monitora fatores de risco para doenças crônicas no Brasil. Para discutir esse cenário, a endocrinologista Dra. Luciana Oraromari explicou os principais fatores que contribuem para o crescimento da obesidade na população.

Fatores que contribuem para o aumento da obesidade

Dra. Luciana destaca que o aumento da obesidade é multifatorial. Entre os principais motivos estão o fácil acesso a alimentos ricos em gorduras e carboidratos, que são altamente calóricos e palatáveis, além do estilo de vida cada vez mais sedentário. A especialista também ressalta a influência genética, afirmando que cerca de 70% dos casos de obesidade têm componente hereditário, o que significa que filhos de pais obesos têm maior probabilidade de desenvolver a condição.

Aspectos sociais e comportamentais: A médica comenta que o ambiente social e os hábitos do casal ou da família influenciam diretamente o peso corporal. Se um dos parceiros tem problemas com o peso, é comum que os hábitos alimentares e de atividade física sejam compartilhados, o que pode agravar a situação. Além disso, o uso frequente de aplicativos de entrega de comida contribui para o consumo de alimentos ultraprocessados e fast food, que são ricos em calorias e pobres em nutrientes.

Obesidade como doença e seus riscos: Dra. Luciana reforça que a obesidade é uma doença silenciosa e perigosa, associada a diversas complicações graves, como aumento do risco de câncer, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), infertilidade, dores articulares e imobilidade. Esses problemas podem levar à exclusão social e até à retirada do mercado de trabalho. A especialista alerta que a obesidade não deve ser vista apenas como um erro de estilo de vida, mas como uma condição médica que requer tratamento adequado.

Tratamentos disponíveis e a cirurgia bariátrica: Sobre o tratamento da obesidade, a endocrinologista destaca que, além da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, existem medicações eficazes e seguras para o controle da doença. Ela enfatiza que a cirurgia bariátrica é uma opção, mas não a única, e deve ser considerada apenas quando indicada adequadamente. A cirurgia exige preparo e acompanhamento rigoroso, pois o pós-operatório pode apresentar complicações e há risco de reganho de peso caso os hábitos alimentares não sejam modificados.

Medicamentos para obesidade e acessibilidade

Dra. Luciana comenta que, embora existam medicamentos modernos e eficazes para o emagrecimento, muitos têm custo elevado, o que limita o acesso da maior parte da população. Entre as opções mais antigas e acessíveis estão a sibutramina e o orlistate, que promovem perda de peso moderada. Medicamentos mais recentes, como o contrave e os atrásnistas do receptor GLP-1 (exemplo: Saxenda), apresentam maior eficácia, mas ainda são caros. No entanto, a entrada de novos medicamentos no mercado tem contribuído para a redução gradual dos preços.

Quando buscar ajuda médica: A endocrinologista orienta que a obesidade deve ser considerada uma doença a partir do índice de massa corporal (IMC) acima de 25, que caracteriza sobrepeso, especialmente se a pessoa apresenta outras doenças associadas, como hipertensão, diabetes ou colesterol alto. Nesses casos, o tratamento deve ser iniciado para evitar complicações. A especialista reforça que o objetivo da perda de peso é a melhora da saúde, e não apenas a estética.

Entenda melhor

O índice de massa corporal (IMC) é calculado dividindo-se o peso da pessoa em quilogramas pelo quadrado da altura em metros (kg/m²). Valores entre 25 e 29,9 indicam sobrepeso, enquanto valores iguais ou superiores a 30 caracterizam obesidade. O tratamento da obesidade envolve mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico e, em alguns casos, uso de medicamentos ou cirurgia.

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