Será que os sintomas são os mesmos? Ouça a coluna ‘Filhos e Cia’ com o Pediatra Ivan Savioli
Neste programa de Filhos e Companhia, conversamos com o Dr. Ivansa Violi Ferraz sobre a infecção por monkeypox (varíola dos macacos) em crianças e adolescentes no Brasil. Apesar do surgimento de casos, a boa notícia é que, até o momento, todos os casos relatados em crianças e adolescentes têm apresentado evolução benigna, contrariando o temor inicial de que a doença pudesse ser mais grave nessa faixa etária, principalmente em menores de um ano.
Transmissão e Sintomas
A transmissão da varíola dos macacos ocorre principalmente pelo contato com as lesões da doença. Embora a doença esteja mais presente em adultos atualmente, isso não significa que crianças e adolescentes sejam imunes. A Dra. Ivansa esclarece que a varíola dos macacos pode atingir qualquer grupo etário e social. A evolução leve em adultos não é surpreendente, pois a monkeypox é bem menos agressiva que a varíola humana, com a maioria dos casos apresentando quadro leve com duração de duas a quatro semanas. Grupos de maior risco para quadros mais graves são indivíduos imunodeprimidos, gestantes e crianças menores de um ano.
Cuidados com Gestantes e Crianças
Para gestantes e mães que amamentam infectadas, a recomendação é interromper o aleitamento materno até a cicatrização completa das lesões, pois a transmissão pode ocorrer pelo contato. Embora o vírus não tenha sido detectado no leite materno até o momento, a precaução é necessária. Se uma criança contrair monkeypox e os pais não estiverem doentes, o isolamento de contato é crucial, utilizando luvas, roupas apropriadas e máscaras para prevenir a contaminação dos pais. A principal forma de contágio é o contato direto com as lesões.
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Em Ribeirão Preto, por exemplo, dos 13 casos confirmados, todos eram homens entre 22 e 46 anos, com cinco já recuperados. Ainda não houve casos confirmados em crianças ou adolescentes na cidade. A médica reforça a importância de procurar um pediatra ou médico caso haja suspeita de varíola dos macacos, que pode ser confundida com catapora. Embora preocupante, a situação não requer pânico, e a adoção de medidas preventivas é fundamental.