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Brasil registra, em média, três mortes de crianças e adolescentes por afogamento diariamente

Entre 2021 e 2022 foram 2.500 vítimas; médico pediatra, Ivan Savioli Ferraz, comenta os dados e traz dicas de prevenção
Brasil registra
Entre 2021 e 2022 foram 2.500 vítimas; médico pediatra, Ivan Savioli Ferraz, comenta os dados e traz dicas de prevenção

Entre 2021 e 2022 foram 2.500 vítimas; médico pediatra, Ivan Savioli Ferraz, comenta os dados e traz dicas de prevenção

A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para o alto índice de afogamentos entre crianças e adolescentes no Brasil. Segundo dados apresentados pelo Dr. Ivância Viola, Brasil registra, em média, três mortes, o país registra uma média de três mortes diárias por afogamento nessa faixa etária, totalizando cerca de 2.500 vítimas entre 2001 e 2022.

Faixa etária mais afetada

A maioria das mortes ocorre em crianças de 1 a 4 anos, mas também há números significativos entre adolescentes. No caso dos jovens, o risco está associado a brincadeiras perigosas, uso de álcool ou drogas e atividades radicais.

Prevenção e cuidados essenciais: Dr. Ivância destaca que até 90% dos afogamentos podem ser prevenidos, enfatizando a importância da supervisão constante por um adulto quando crianças estão próximas à água. Ele recomenda evitar deixar baldes com água no chão, manter vasos sanitários com tampa e portas de banheiro fechadas, nunca deixar crianças sozinhas em banheiras e garantir que piscinas sejam cercadas por grades de pelo menos 1,5 metro com portão de fechamento automático.

Limitações de dispositivos de segurança: O uso de boias não substitui a supervisão adulta, e capas de piscinas são consideradas proteção adicional, mas insuficiente sem a presença de grades. Crianças que sabem nadar também devem estar sempre acompanhadas, pois podem não reconhecer situações de risco.

Consequências do afogamento: O tempo de imersão na água é determinante para o prognóstico. Após seis minutos submersa, a probabilidade de sequelas neurológicas graves ou morte aumenta significativamente. Mesmo que a criança sobreviva, pode apresentar danos permanentes.

Informações adicionais

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças comecem a aprender a nadar a partir de um ano de idade, enquanto a Academia Americana de Pediatria sugere iniciar a partir dos quatro anos. Além disso, é importante evitar brincadeiras perigosas na água, como a chamada “caldo”, que podem levar a acidentes.

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