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Brasil registra o maior número de casos de coqueluche desde 2014

Segundo especialistas, a principal explicação para esse fenômeno é a baixa cobertura vacinal contra a doença; pediatra comenta
Brasil registra o maior número de
Segundo especialistas, a principal explicação para esse fenômeno é a baixa cobertura vacinal contra a doença; pediatra comenta

Segundo especialistas, a principal explicação para esse fenômeno é a baixa cobertura vacinal contra a doença; pediatra comenta

A coqueluche é uma doença infecciosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, Brasil registra o maior número de, transmitida por gotículas de saliva expelidas quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Em 2024, o Brasil registrou o maior número de casos notificados desde 2014, o que está relacionado à baixa cobertura vacinal contra a doença.

Transmissão e grupos de risco: A doença é especialmente grave em crianças menores de seis meses, que ainda não completaram o esquema básico de vacinação, e em idosos. Em crianças maiores, adolescentes e adultos jovens, a coqueluche tende a apresentar sintomas mais brandos.

Fases e sintomas: A coqueluche apresenta três fases distintas. A primeira, chamada fase catarral, dura cerca de duas semanas e se assemelha a um resfriado comum, com coriza, tosse leve, febre baixa e espirros. A segunda fase, paroxística, pode durar de duas a seis semanas e é caracterizada por crises intensas de tosse, especialmente em crianças menores de seis meses, que podem apresentar tosse prolongada seguida de um som agudo ao inspirar (guincho), cianose e, em casos graves, confusão devido à falta de oxigênio. A terceira fase, de convalescência, pode durar meses, durante os quais a tosse pode reaparecer em episódios menos graves, principalmente após infecções respiratórias virais.

Diagnóstico e tratamento: O diagnóstico é inicialmente clínico, baseado no quadro de tosse prolongada, e confirmado por cultura da nasofaringe, obtida por swab similar ao exame de Covid-19. O tratamento é realizado com antibióticos. Existem outras infecções virais e bacterianas com sintomas semelhantes, chamadas de síndrome coqueluche, que geralmente apresentam quadro mais leve e tosse de menor duração.

Vacinação e prevenção: O esquema básico de vacinação contra a coqueluche é feito no primeiro semestre de vida com a vacina pentavalente, administrada em três doses aos dois, quatro e seis meses. São aplicados reforços aos 15 meses e quatro anos com a vacina tríplice bacteriana. Gestantes a partir da 20ª semana devem receber a vacina tríplice bacteriana acelular tipo adulto para proteção do recém-nascido. Profissionais de saúde e parteiras também são recomendados a receber essa vacina. A vacina tríplice bacteriana acelular tipo adulto não está disponível na rede pública para adultos que não se enquadrem nesses grupos, mas pode ser adquirida em clínicas particulares.

Informações adicionais

Adultos podem contrair coqueluche, geralmente com sintomas leves, mas são importantes vetores de transmissão para crianças pequenas, que podem desenvolver formas graves da doença. O reconhecimento e tratamento adequados em adultos são essenciais para prevenir a disseminação.

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