Brasil registra primeiro caso de carcinoma espinocelular associado ao implante mamário de silicone
Uma descoberta recente tem gerado preocupação em relação à cirurgia plástica de implante de silicone nos seios, um procedimento muito procurado no Brasil. Pesquisadores do Hospital de Amor em Barretos registraram o primeiro caso brasileiro de carcinoma espinocelular associado ao implante mamário de silicone.
O que é Carcinoma Espinocelular Associado a Implantes Mamários?
É crucial entender que este não é um câncer de mama, mas sim um câncer raro que se desenvolve na cápsula ao redor da prótese. Essa cápsula é uma membrana que o próprio corpo forma em torno do implante. Até o momento, desde a primeira descrição em 1992, foram registrados menos de 20 casos no mundo, em contraste com o grande número de mulheres que utilizam próteses de silicone para fins estéticos ou reconstrutivos.
Detalhes do Caso Brasileiro
O caso envolveu uma paciente que possuía implantes de silicone há 18 anos. Ela notou um inchaço na mama, e exames de imagem revelaram líquido ao redor da prótese. A investigação confirmou o diagnóstico de carcinoma espinocelular associado à cápsula. A paciente foi submetida a uma mastectomia para remoção do tumor, mas, devido à agressividade da doença e ao diagnóstico tardio, houve recidiva precoce.
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Acompanhamento e Prevenção
Mulheres com implantes mamários devem realizar acompanhamento médico regular. Exames de imagem, como ultrassom, são recomendados a cada cinco ou seis anos para avaliar a integridade da prótese. Qualquer alteração na mama, como inchaço, alterações na pele ou nódulos, deve ser investigada. A principal hipótese para o desenvolvimento desse tipo de câncer é o processo inflamatório crônico provocado pela prótese na cápsula. O tratamento exige a remoção completa da lesão para aumentar as chances de sobrevida da paciente. Um diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz.
Embora este seja um evento raro, o estudo busca padronizar o tratamento e aumentar a conscientização sobre a possibilidade, ainda que remota, desse diagnóstico, incentivando o cuidado contínuo e o acompanhamento médico adequado.



