Médico intensivista, Marcelo Bonvento, apresenta a campanha ‘Setembro Verde’ e reforça a importância dos transplantes
Setembro Verde: um alerta sobre a queda nas doações de órgãos
Queda nas doações e o impacto da pandemia
A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) registrou uma preocupante queda nas doações de órgãos no início de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução, que já vinha sendo observada desde 2020 com o início da pandemia, acende um sinal de alerta sobre a importância da conscientização da população sobre a doação.
Os principais desafios para a doação de órgãos
Em entrevista, o médico intensivista e coordenador da Organização de Procura de Órgãos de Ribeirão Preto, Dr. Marcelo Bonvento, destacou que o principal obstáculo para a doação de órgãos ainda é a negativa familiar, que chega a 40% dos casos no Brasil. A pandemia agravou a situação, afetando a complexa logística dos transplantes e reduzindo o número de doadores em função dos protocolos de segurança contra a Covid-19. Muitos procedimentos eletivos, inclusive cirurgias oncológicas e ortopédicas, foram interrompidos, aumentando a fila de espera e a mortalidade entre os pacientes.
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A necessidade de conscientização e os números da fila de espera
No Brasil, cerca de 45 mil pessoas aguardam por um transplante. Em São Paulo, a demanda é especialmente alta para rins (15 mil pessoas), coração (183 pessoas) e pulmões (211 pessoas). Apesar das dificuldades, a região de Ribeirão Preto, que abrange 93 cidades, tem se esforçado para manter a rede de transplantes ativa, realizando doações para outros estados. O Dr. Bonvento ressalta a importância da conscientização da população e das famílias para que se autorize a doação de órgãos, contribuindo para salvar vidas. A Organização de Procura de Órgãos de Ribeirão Preto realiza campanhas de conscientização, como a do Setembro Verde, e convida a população a se informar mais sobre o tema através de suas redes sociais (@opo_ribeiraopreto).
A retomada dos números de doações de órgãos pré-pandemia é um objetivo prioritário. Com o esforço conjunto de profissionais de saúde e a conscientização da população, é possível reverter esse cenário e garantir que mais vidas sejam salvas através do transplante.



