Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
O Brasil foi escolhido para sediar o Fórum Mundial da Água em 2018, anunciou-se durante reunião realizada na Coreia do Sul, que receberá a edição de 2015. O encontro, promovido a cada três anos, é considerado um dos maiores fóruns internacionais sobre recursos hídricos e costuma ocorrer em março, próximo ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março.
Significado da escolha
Especialistas destacam que a opção pelo país tem caráter simbólico e prático. Com cerca de 12% da água doce disponível no planeta e grande diversidade de bacias e ecossistemas, o Brasil ocupa posição estratégica nas discussões sobre gestão sustentável, conservação e uso racional da água. A nomeação abre espaço para que o país amplie seu protagonismo nas negociações globais sobre o tema.
Dimensão do evento e retrospecto
O Fórum Mundial da Água costuma reunir cerca de 30 mil participantes vindos de perto de 170 países, entre representantes de governos, organizações internacionais, setor privado, sociedade civil e imprensa — são aproximadamente 5 mil jornalistas. Edições anteriores, como as de Istambul (2009) e Marselha (2012), foram apontadas como catalisadoras de avanços em políticas hídricas e de maior cooperação internacional.
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Expectativas e desafios para 2018
Para 2018, a expectativa é de um evento de grande porte capaz de impulsionar medidas globais e nacionais em prol da sustentabilidade dos recursos hídricos. Autoridades e organizadores no Brasil terão pela frente o desafio de transformar a visibilidade do encontro em iniciativas concretas — políticas públicas, parcerias e investimentos — que ajudem a enfrentar problemas como a escassez, a poluição e a gestão desigual da água.
Ao aproximar atores internacionais e locais, o fórum oferece uma oportunidade para consolidar compromissos e promover soluções práticas; o resultado dependerá, porém, da articulação entre governo, setor privado e sociedade civil nos anos que antecedem e sucedem o evento.



