Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
O Brasil busca incluir o açúcar no acordo do Mercosul, em iniciativa apresentada pelo presidente Michel Temer durante visita do presidente argentino Maurício Macri a Brasília.
Benefícios para o Brasil
A inclusão do açúcar no acordo traria vantagens significativas para o Brasil, maior produtor e exportador mundial do produto, com vendas externas estimadas em 27 milhões de toneladas. A chancela do Mercosul facilitaria o acesso a outros blocos econômicos, como a Comunidade Europeia, abrindo novos mercados e impulsionando as exportações brasileiras.
Preocupações da Argentina
Por outro lado, a Argentina, décimo maior exportador mundial de açúcar, demonstra preocupação com a possível competição com o Brasil. O temor é que o açúcar brasileiro, mais barato, prejudique os produtores argentinos, inundando o mercado interno. Essa resistência argentina pode dificultar a aprovação do acordo, exigindo negociações e concessões.
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Impacto na Região de Ribeirão Preto
A região de Ribeirão Preto, importante polo produtor de açúcar e etanol no Brasil, seria significativamente beneficiada. Sua localização estratégica, alta produtividade e infraestrutura consolidada a tornam especialmente apta a aproveitar as oportunidades geradas pela inclusão do açúcar no acordo do Mercosul.
A inclusão do açúcar no acordo do Mercosul representa uma oportunidade significativa para o Brasil ampliar seus mercados e fortalecer sua posição como maior produtor e exportador mundial. No entanto, as preocupações da Argentina, que precisa ser levada em conta, demonstram a complexidade das negociações e a necessidade de um equilíbrio entre os interesses dos países membros do bloco.