Brasil volta à lista das 20 nações com mais crianças sem imunização no mundo
O Brasil retornou à lista das 20 nações com o maior número de crianças não imunizadas no mundo, um retrocesso preocupante para a saúde pública. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revelam um aumento alarmante no número de crianças não vacinadas no país, saltando de 103 mil em 2023 para 229 mil em 2024, um acréscimo de 126 mil crianças.
O Declínio da Vacinação: Fatores Contribuintes
Diversos fatores contribuem para essa queda nas taxas de vacinação. A Dra. Silvia Fonseca, médica infectologista, aponta que as vacinas são, paradoxalmente, vítimas do próprio sucesso. Muitos jovens nunca presenciaram os efeitos devastadores de doenças como a poliomielite ou o sarampo, o que diminui a percepção da importância da imunização. Além disso, a disseminação de informações falsas sobre os riscos das vacinas contribui para a hesitação vacinal.
Desinformação e Falsos Riscos
A desinformação sobre vacinas é um problema sério. A Dra. Fonseca destaca que a chance de uma reação grave à vacina da COVID-19 é significativamente menor do que a de uma reação grave à aspirina ou ao ibuprofeno. É crucial combater as notícias falsas e conscientizar a população sobre a segurança e eficácia das vacinas. As doenças que as vacinas previnem são muito mais perigosas do que qualquer reação adversa rara.
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Estratégias para Reverter o Quadro
Reverter esse quadro é possível e urgente. A Dra. Fonseca enfatiza a importância do papel da mídia na disseminação de informações corretas e no combate às fake news. A flexibilização dos horários de atendimento nos postos de saúde, a realização de campanhas de vacinação nos finais de semana e a implementação de programas de vacinação nas escolas são medidas essenciais para facilitar o acesso à imunização. A vacinação na escola, com a devida autorização dos pais, pode ser uma estratégia eficaz para alcançar um maior número de crianças e adolescentes.
É fundamental facilitar o acesso à vacinação e manter um programa robusto, garantindo que as novas gerações estejam protegidas contra doenças graves e evitáveis.



