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Brasileiro deve gastar menos com as festas de fim de ano em 2015

Pesquisa da Boa Vista SPC indica que o valor médio gasto com ceias de Natal e Ano Novo, além de presentes, deve ser de R$ 500
festas de fim de ano
Pesquisa da Boa Vista SPC indica que o valor médio gasto com ceias de Natal e Ano Novo, além de presentes, deve ser de R$ 500

Pesquisa da Boa Vista SPC indica que o valor médio gasto com ceias de Natal e Ano Novo, além de presentes, deve ser de R$ 500

A tão aguardada data natalina, tradicionalmente um período de aquecimento para o comércio, parece não trazer o alívio esperado para os lojistas, que já enfrentam um cenário de queda nas vendas. A expectativa é de que os presentes se resumam a meras lembranças, com 78% dos consumidores planejando reduzir seus gastos em relação ao ano anterior, enquanto apenas 9% mostram intenção de aumentar o investimento em presentes.

Orçamento Enxuto para os Presentes

Um estudo realizado pela Boa Vista SCPC revela que o valor médio a ser gasto por pessoa em presentes neste Natal será de R$48, representando uma diminuição de 5,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. O economista Flávio Calife aponta que o endividamento elevado e o comprometimento da renda são os principais fatores que levam os consumidores a adotarem uma postura mais cautelosa.

Cautela e Incertezas no Mercado

Os números do comércio e a utilização do crédito como um todo indicam uma retração, refletindo a preocupação dos consumidores em evitar novas dívidas diante de um mercado e economia incertos. Essa cautela se estende ao planejamento financeiro para o próximo ano, com a perspectiva de que os gastos com presentes e celebrações, incluindo ceias de Natal e Ano Novo, não ultrapassem os R$500,00 para 66% das pessoas.

Perspectivas para 2016

Calife destaca que as perspectivas para 2016 permanecem incertas, com diversos fatores impactando o consumo, como o mercado de trabalho, a redução da renda, o aumento do desemprego e os juros elevados. Essa combinação de fatores mina a confiança do consumidor, levando a um consumo mais restrito e à priorização de despesas essenciais. A expectativa é de que o início de 2016 ainda apresente um consumo em queda, com possíveis melhoras apenas no segundo semestre, caso as variáveis econômicas apresentem sinais de recuperação.

Em Ribeirão Preto, o Sincovarpe (Sindicato do Comércio Varejista) projeta que a intenção de compras se mantenha, no mínimo, no mesmo patamar do ano anterior, conforme declaração do presidente Paulo César García Lopes. Apesar do impacto negativo esperado, o comércio já se preparava para um Natal mais fraco em comparação com o ano anterior, confirmando a tendência de queda observada ao longo do ano.

O levantamento realizado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto em 2014 estimou a injeção de R$ 610 milhões na economia local com o pagamento do 13º salário, embora já se soubesse que o benefício seria utilizado não apenas para compras de Natal, mas também para o pagamento de dívidas.

Diante desse cenário, o Natal deste ano deve apenas confirmar a tendência de retração observada ao longo do ano, sem gerar grandes impactos além do que já era esperado pelo setor.

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