Brasileiros estão satisfeitos no trabalho, mas se queixam do salário, aponta pesquisa
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) começou a divulgar mensalmente, a partir de julho deste ano, indicadores sobre a qualidade do emprego no Brasil. Esses dados, baseados na percepção do trabalhador brasileiro, oferecem um panorama importante das condições de trabalho no país.
Satisfação no Trabalho: O que Dizem os Dados?
O primeiro relatório da FGV IBREA focou na satisfação com o trabalho. Os resultados mostram que a maioria dos entrevistados está satisfeita: 75,2% se declararam muito satisfeitos ou satisfeitos. No entanto, 7,5% se mostraram muito insatisfeitos ou insatisfeitos. Entre os que expressaram insatisfação, a remuneração foi o principal motivo, afetando 50,5% dos respondentes. Outros fatores relevantes foram a carga horária elevada (21,9%) e questões de saúde mental (18,7%).
Insegurança e Proteção Social: Uma Preocupação Constante
A pesquisa também abordou a percepção de segurança no emprego. Quase 40% dos entrevistados consideram improvável perder o emprego nos próximos seis meses, enquanto 14% acham muito improvável. Contudo, a proteção social é uma preocupação: 32% se sentem muito desprotegidos e 39,7% parcialmente desprotegidos. Em caso de perda de emprego, 56% não acreditam ter acesso a programas de auxílio governamental.
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Renda e Despesas: O Desafio de Equilibrar as Contas
Apesar de 66% dos entrevistados afirmarem que a renda tem sido suficiente para cobrir despesas essenciais como moradia, educação, alimentação e saúde, 33,4% discordam. A maior parte do orçamento familiar é destinada à alimentação (74%), seguida por aluguel ou financiamento da casa própria (42%), contas públicas (36%) e cuidados médicos (31%). Além disso, 43,2% dos entrevistados acreditam que está mais difícil encontrar trabalho no país.
Os indicadores da FGV IBREA oferecem um retrato das percepções dos trabalhadores brasileiros sobre o mercado de trabalho, revelando tanto aspectos positivos quanto desafios a serem enfrentados.



