Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
As brigas entre casais, sejam discussões corriqueiras ou desentendimentos mais acalorados, são eventos comuns. No entanto, muitos pais desconhecem o impacto duradouro que esses conflitos podem ter sobre seus filhos.
O Impacto Emocional das Brigas nos Filhos
É crucial entender que as brigas são prejudiciais para os filhos, independentemente de sua idade. Mesmo que os pais acreditem que seus filhos não estão cientes das discussões, a verdade é que as crianças são altamente sensíveis ao ambiente familiar. Elas percebem o clima tenso, a tristeza da mãe ou o nervosismo do pai. Brigas frequentes, especialmente aquelas carregadas de agressividade, podem gerar insegurança, baixa autoestima e até predispor a transtornos depressivos em crianças e adolescentes.
Consequências a Longo Prazo
Os efeitos das brigas constantes podem se manifestar no futuro dos filhos. Eles podem crescer com a crença de que os relacionamentos são difíceis e não valem a pena, o que dificulta a construção de laços afetivos saudáveis. Em casos de agressões físicas, as consequências podem ser ainda mais graves, levando a comportamentos antissociais, como bullying e desrespeito às normas. Na vida adulta, esses indivíduos podem se tornar agressoras, perpetuando o ciclo de violência.
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Como Minimizar os Danos
É fundamental que os pais priorizem o bem-estar dos filhos, evitando discussões acaloradas na frente deles. Caso uma briga ocorra, é importante conversar com a criança, explicar a situação de forma adequada e garantir que o conflito não se repetirá. Mostrar que é possível resolver desentendimentos por meio do diálogo e do respeito mútuo é uma lição valiosa para os filhos.
Ao reconhecer o impacto de suas ações, os pais podem proteger seus filhos das cicatrizes emocionais causadas por conflitos familiares.