Psicóloga da USP, Caroline Rangel, analisa os transtornos que a prática pode causar no desenvolvimento das crianças
Na última sexta-feira, um menino de 8 anos sofreu um grave incidente na escola em Ribeirão Preto: agredido por um colega, ele perdeu dois dentes da frente. A situação, no entanto, vai além de um episódio isolado.
Violência Escolar e suas Consequências
A mãe da criança relata que o menino é vítima de bullying e agressões constantes. Apesar das denúncias, a transferência para outra escola ainda não foi concretizada. A psicóloga Caroline Rangel comenta a gravidade da situação: “Foi uma situação muito delicada, e a criança foi profundamente marcada, tanto psicologicamente quanto fisicamente. A violência foi física, e precisamos pensar em um acolhimento cuidadoso, talvez até mesmo em uma transferência para outra escola, um rearranjo em sua vida.”
Prevenção e Orientação
A psicóloga destaca a importância do diálogo como ferramenta de prevenção. “A gente tem essa ideia de que proteger a criança é não comentar certos assuntos, mas é justamente o contrário. Ao evitar a conversa, a criança pode guardar esses sentimentos e expressá-los de outras formas, inclusive com violência física. Os pais devem conversar com seus filhos, perguntar o que sentem, dar espaço para que expressem suas emoções. As famílias, muitas vezes, têm dificuldade em conversar sobre sentimentos. As escolas também têm um papel fundamental, oferecendo espaços para diálogo e resolução de conflitos por meio da comunicação.”
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Um Problema Ampliado
Caroline Rangel aponta que a violência, em suas diversas formas, é um fenômeno crescente na sociedade, presente em adultos, adolescentes e crianças. Embora sempre tenha existido, a intensidade e a proliferação da violência se intensificaram nos últimos tempos. O menino agressor foi suspenso da escola. A reportagem foi feita por Gabriela Dias para a CBN Ribeirão.



