Condições climáticas adversas, como o vento, que chegou a 57 km/h, atrapalham o combate; 150 agentes estão no local
Desde o fim de semana, Brigadistas ‘cercam o fogo’ para evitar que chamas se espalhem na Estação Ecológica Jataí, a Estação Ecológica de Jataí enfrenta um incêndio de grandes proporções. A situação mobilizou equipes especializadas e recursos significativos para conter as chamas e evitar que o fogo se espalhe para áreas ainda não atingidas.
Em visita à região, a coronel Cláudia Bemme, acompanhada pela secretária do Meio Ambiente, detalhou as ações em curso para o combate ao incêndio. Segundo a coronel, o trabalho está organizado em três frentes principais, com o apoio de sete aeronaves — cinco de asa fixa e duas rotativas — além de aproximadamente 60 veículos, entre caminhões, camionetes e tratores, e cerca de 150 brigadistas empenhados no combate direto às chamas.
Estratégias de combate e recursos empregados
A prioridade das equipes é conter o avanço do fogo para preservar as áreas ainda não atingidas da reserva. Para isso, o combate está concentrado em pontos estratégicos próximos ao Rio Mojí, ao Vanunga e nas proximidades da base da estação. A coronel explicou que o uso de aeronaves é fundamental, porém elas não atuam diretamente sobre o fogo, mas sim na criação de aceiros físicos e químicos com retardantes, que ajudam a controlar a propagação das chamas.
Além das aeronaves e brigadistas, o plano de auxílio mútuo foi acionado, contando com a colaboração das usinas da região. O emprego de retardantes tem sido eficaz para auxiliar no controle do incêndio, apesar das condições climáticas adversas.
Desafios climáticos e impacto no combate: As condições meteorológicas têm dificultado o trabalho das equipes. Ventos fortes, que chegaram a 57 km/h na estação, combinados com baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas, favorecem a rápida propagação do fogo. A coronel Bemme ressaltou que, apesar do aumento do efetivo — quatro vezes maior do que em 2020 e 2021 —, esses fatores climáticos tornam o combate mais complexo.
Monitoramento da área afetada e ações para a fauna: Até o momento, não há uma estimativa precisa da área atingida pelo incêndio. A equipe planeja realizar um sobrevoo para mensurar os danos e delimitar a extensão do fogo. Enquanto isso, o foco permanece no combate intenso para evitar que o incêndio avance.
Quanto à fauna local, a coronel informou que há equipes de solo preparadas para o resgate e manejo dos animais afetados. A presença do Rio Mojí e de uma represa na região oferece rotas de fuga para a fauna, o que tem sido considerado na estratégia de proteção. A Secretaria do Meio Ambiente coordena essas ações para minimizar os impactos sobre a biodiversidade local.
Experiência e importância do trabalho coordenado
A experiência acumulada em anos anteriores na Estação Ecológica de Jataí reforça a necessidade de uma resposta rápida e coordenada para evitar a destruição ambiental. O trabalho conjunto entre brigadistas, órgãos ambientais, Defesa Civil e parceiros locais tem sido fundamental para enfrentar a crise atual.
Apesar dos desafios, a coronel Bemme destacou a efetividade das ações até o momento e a importância de manter o empenho para proteger a reserva ecológica e sua biodiversidade.
Informações adicionais
O combate ao incêndio na Estação Ecológica de Jataí segue em andamento, com o monitoramento constante das condições climáticas e a mobilização de recursos para conter as chamas. As autoridades recomendam que a população evite a circulação na região e acompanhe as atualizações oficiais para garantir a segurança e o sucesso das operações.



