Cinco aviões e dois helicópteros atuam no local que é a maior reserva de serrado do estado de São Paulo
O incêndio que atinge a reserva de Jataí, Brigadistas entram no quarto dia de combate às chamas na Estação Ecológica Jataí, localizada no município de Luiz Antônio, interior do estado de São Paulo, completa quatro dias nesta terça-feira (data não divulgada). Considerado de grandes proporções, o fogo compromete a maior reserva de cerrado do estado, que possui aproximadamente 11 mil hectares de área preservada. As chamas começaram na última sexta-feira e desde então equipes especializadas estão mobilizadas para o combate ao incêndio.
A reserva de Jataí é uma das principais áreas de cerrado preservado em São Paulo, mas enfrenta atualmente um grave risco ambiental devido à propagação do fogo. O combate ao incêndio envolve uma força-tarefa que inclui brigadistas, corpo de bombeiros, defesa civil, polícia ambiental, instituto florestal e trabalhadores de usinas da região. A complexidade do trabalho é agravada pelo difícil acesso às áreas atingidas, devido à extensão e características do terreno.
Desde o sábado, as equipes atuam de forma contínua para controlar as chamas. Nesta terça-feira, a mobilização foi ampliada, com a presença de mais de 100 brigadistas e o apoio aéreo de cinco aviões e dois helicópteros, que realizam lançamentos de água misturada a um líquido retardante de fogo. Este produto, de coloração vermelha, é utilizado para reduzir a intensidade das chamas e facilitar o trabalho dos combatentes no solo.
O repórter Guilherme Leone acompanha desde as primeiras horas da manhã as ações na reserva. Segundo ele, a chegada das equipes começou por volta das sete horas, com a presença de brigadistas locais e de outras regiões, que se deslocaram para reforçar o combate ao incêndio. A situação é agravada pelas condições climáticas adversas, como o tempo seco, ventos fortes e baixa umidade, que favorecem a propagação do fogo e dificultam o controle.
Esforços coordenados das equipes de combate
O governo do estado de São Paulo intensificou a estrutura de combate ao incêndio, disponibilizando recursos humanos e materiais para a reserva de Jataí. A coordenação das ações envolve diversas instituições, entre elas o instituto florestal e a polícia ambiental, que atuam em conjunto para conter o avanço das chamas e proteger a biodiversidade local.
Desafios do terreno e uso de tecnologia: A reserva de cerrado possui áreas de difícil acesso, o que dificulta o deslocamento das equipes terrestres e a logística de combate. Para superar esses obstáculos, o uso de aeronaves tem sido fundamental, permitindo o lançamento preciso do líquido retardante e da água sobre os focos de incêndio. Essa tecnologia auxilia na redução da intensidade do fogo e na proteção das áreas ainda não atingidas.
Impactos ambientais e riscos: O cerrado é um bioma rico em biodiversidade e fundamental para o equilíbrio ambiental da região. O incêndio na reserva de Jataí coloca em risco a fauna e a flora locais, além de comprometer a qualidade do solo e dos recursos hídricos. Incêndios anteriores na região, registrados em 2020 e 2021, já demonstraram a vulnerabilidade do cerrado a períodos prolongados de seca e altas temperaturas.
Mobilização e expectativa de controle: Além do trabalho técnico, há uma mobilização comunitária e institucional para apoiar o combate ao incêndio. A secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado de São Paulo, Natália Resende, realizou uma visita à reserva para acompanhar as ações e reforçar o compromisso do governo com a preservação ambiental.
Apesar dos desafios, as equipes mantêm a esperança de controlar o fogo em breve. A expectativa é que, com o esforço conjunto e a possível mudança nas condições climáticas, como a ocorrência de chuvas, o incêndio possa ser extinto, minimizando os danos ao cerrado.
Informações adicionais
Até o momento, não foram divulgados dados oficiais sobre a extensão exata da área queimada nem sobre possíveis prejuízos à fauna local. O monitoramento das condições do incêndio segue em andamento, com atualizações periódicas pelas autoridades ambientais e de defesa civil.



