Psicóloga comenta o comportamento impulsivo dos motoristas
Dois casos recentes de violência no trânsito chocaram o país. Em Barretus, um motoboy foi morto após uma briga entre motociclistas, motivada por uma fechada. Em São Carlos, um tatuador foi assassinado na frente da esposa e da mãe após um desentendimento no trânsito. Esses incidentes levantam questionamentos sobre as causas da crescente violência nas vias.
Fatores que contribuem para a violência no trânsito
Segundo Mariana de Castro, psicóloga e membro do Laboratório de Análise e Prevenção à Violência da UFSCar, diversos fatores contribuem para esse cenário. O estilo de vida estressante da sociedade moderna, que valoriza a correria e a produtividade em detrimento do bem-estar, é um deles. A psicóloga explica que o estresse, aliado a um gatilho (como uma discussão no trânsito), e a facilidade de acesso a armas de fogo, criam um ambiente propício à violência. A falta de cuidado com a saúde mental também é apontada como um fator crucial.
A importância da saúde mental e a prevenção de conflitos
Para a psicóloga, o cuidado com a saúde mental é fundamental para evitar que situações corriqueiras no trânsito se transformem em tragédias. Manter a calma e evitar confrontos, mesmo diante de provocações, é uma estratégia crucial. Em momentos de tensão, técnicas de respiração profunda podem ajudar a controlar a impulsividade e a raiva, permitindo que se pense de forma racional antes de reagir. A psicóloga enfatiza a importância de interromper a discussão, evitando a escalada da violência.
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Dicas para um trânsito mais seguro
Além do controle emocional, a atenção no trânsito é vital para prevenir acidentes. O estresse pode levar à desatenção, colocando em risco a segurança de todos. A recomendação é priorizar a calma e a prevenção, evitando entrar em discussões e buscando estratégias para controlar impulsos. Investir na saúde mental e praticar técnicas de relaxamento são medidas preventivas que podem fazer a diferença e contribuir para um trânsito mais seguro e respeitoso.



