Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Brincadeiras no tratamento contra o câncer infantil podem ser grandes aliadas. É o que aponta uma pesquisa realizada pela escola de enfermagem da USP de Ribeirão Preto, liderada pela terapeuta ocupacional Natália Rodrigues Garcia.
O Poder do Brincar no Enfrentamento da Doença
Segundo Natália, o interesse pela área surgiu durante a graduação, ao observar o impacto positivo do brincar e da contação de histórias em crianças hospitalizadas. A pesquisa de mestrado confirmou que o brincar auxilia no enfrentamento da doença, no desenvolvimento cognitivo, motor e emocional das crianças.
Tipos de Brincadeiras e Faixas Etárias
A pesquisa revelou que diferentes tipos de brincadeiras são adequados para cada faixa etária. Para crianças de zero a dois anos, o foco está em brinquedos sensoriais e motores, com sons, cores vibrantes e estímulos ao movimento. Já para as crianças maiores, a partir de quatro anos, as brincadeiras de faz de conta, como comidinhas, carrinhos e bonecos, permitem que elas transportem a realidade para o mundo do brinquedo. As crianças em idade escolar se beneficiam de atividades que estimulem o raciocínio, a coordenação e o esquema corporal.
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Alertando Profissionais da Saúde
A pesquisa também busca alertar os profissionais da saúde sobre a importância do brincar como ferramenta terapêutica. Enquanto com adultos a comunicação verbal é suficiente, com crianças é fundamental utilizar o universo lúdico para que elas compreendam o que estão vivendo e lidem com a doença. Através das brincadeiras, a criança expressa seus medos, angústias e desejos, permitindo que os profissionais identifiquem suas necessidades e ofereçam o suporte adequado.
O estudo reforça a importância de se considerar o brincar como uma ferramenta valiosa no processo de tratamento, oferecendo suporte emocional e cognitivo para as crianças em um momento tão delicado.



