Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Um surto de doença não identificada em Brodosqui, interior de São Paulo, tem gerado preocupação entre os moradores. Mais de 200 pessoas, a maioria crianças, procuraram o pronto-socorro municipal com sintomas como vômito, dor abdominal, diarreia e febre. Mães relatam que a água distribuída por caminhões-pipa nas escolas pode ser a causa da contaminação.
Suspeita na Água Distribuída
Kelly de Paula, costureira e mãe de Maria Clara, alega que a filha começou a apresentar os sintomas há dois dias. A principal suspeita recai sobre a água fornecida por caminhões-pipa, já que não houve mudanças na alimentação ou outros fatores que pudessem justificar o mal-estar generalizado. A população local teme que a água, essencial para o dia a dia, esteja contaminada.
Resposta do Serviço Autônomo de Água e Esgoto
O superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Brodosqui, Olavo da Pojeto, assegura que a água distribuída passa por testes frequentes e que uma nova análise está sendo realizada. Ele explica que a água é extraída de um poço artesiano com mais de 500 metros de profundidade e transportada diretamente para os caminhões. O problema, segundo ele, pode estar nas caixas d’água dos imóveis, que, ao receberem a água, podem liberar resíduos acumulados no fundo, causando uma coloração amarelada. Nas escolas, o superintendente afirma que as caixas d’água possuem um sistema de preparo que minimiza esse risco.
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Problemas no Abastecimento e Racionamento
Além da suspeita de contaminação, Brodosqui enfrenta problemas no abastecimento de água há um mês, desde a quebra da bomba do poço artesiano Casa Branca, responsável por 60% do abastecimento da cidade. Uma bomba substituta também apresentou defeito. A previsão é que uma nova bomba seja instalada até o final da semana, normalizando o abastecimento. A cidade também enfrenta racionamento devido à escassez de chuvas e ao baixo nível dos reservatórios. O SAAE apela para que a população economize água, evitando o desperdício, inclusive com a lavagem de calçadas, prática que está sendo fiscalizada e multada.
Medidas da Secretaria de Saúde
O secretário de Saúde, Davi Oliveira, informou que a vigilância sanitária está coletando amostras de água para análise e realizando exames de coprocultura nos pacientes. A maioria dos casos apresenta gastroenterocolite leve, sem necessidade de internação, e os pacientes recebem orientações sobre hidratação. O resultado das análises da água deve ser divulgado em até 15 dias. Enquanto isso, a recomendação é ferver a água antes do consumo, lavar bem os alimentos e manter a higiene das mãos.
Diante do surto e dos problemas de abastecimento, a colaboração da população e a agilidade das autoridades são cruciais para garantir a saúde e o bem-estar da comunidade de Brodosqui.



