Enquanto Ricardo Silva (PSD) caía nas pesquisas, o empresário adotou um discurso de ‘outsider’ durante o pleito
Os dois candidatos ao segundo turno das eleições para a prefeitura de Ribeirão Preto, Bruno Silva analisa que voto ‘anti-sistema’ impulsionou campanha de Marco Aurélio (NOVO), Ricardo Silva e Marco Aurélio, iniciam uma nova etapa na disputa eleitoral de 2024, ainda indefinida na cidade. A cobertura jornalística acompanhou de perto as movimentações recentes e as repercussões do primeiro turno, destacando a dinâmica das pesquisas eleitorais e o comportamento dos eleitores.
Dinâmica das pesquisas eleitorais
Segundo dados da pesquisa Quest, Ricardo Silva apresentou uma oscilação nas intenções de voto ao longo do período analisado. Na primeira pesquisa, ele tinha 46% das intenções, subiu para 54% na segunda e caiu para 45% na última, indicando uma tendência de diminuição. Por outro lado, Marco Aurélio mostrou crescimento, especialmente após o debate realizado na última quinta-feira, que impulsionou sua campanha.
O debate foi um ponto de inflexão, no qual Marco Aurélio adotou uma postura agressiva, posicionando-se como um político anti-sistema e com uma agenda anti-corrupção, distanciando-se da política tradicional. Essa estratégia mobilizou eleitores que buscavam uma alternativa ao atual cenário político, especialmente aqueles que não queriam votar em Ricardo Silva ou desejavam um segundo turno sem a participação do PT.
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Perfil do eleitorado e migração de votos: O sprint final da campanha foi marcado pela mobilização de eleitores insatisfeitos com os candidatos tradicionais. A migração de votos para Marco Aurélio ocorreu principalmente entre eleitores que inicialmente não apoiavam Ricardo Silva, que desejavam um segundo turno e que tinham aversão ao PT. Essa movimentação foi semelhante ao fenômeno observado em São Carlos, onde um candidato do PP venceu desbancando um representante do PT, em uma disputa marcada pela agenda anti-PT.
Abstenção e votos inválidos em Ribeirão Preto: Ribeirão Preto apresentou uma alta taxa de abstenção e votos inválidos nas eleições de 2024. Dos 161.027 eleitores que votaram, representando 33,5% do total de aptos, 16,5% dos votos foram brancos ou nulos. A taxa de alienação eleitoral, que soma abstenções, votos brancos e nulos, atingiu 44,7%, o maior índice da série histórica desde 2000. Esse dado reflete o descontentamento dos eleitores com o cenário político atual e pode ter influenciado o resultado do primeiro turno.
Desafios para o segundo turno
Ricardo Silva, apesar de ter apresentado favoritismo no primeiro turno, enfrenta atrásra o desafio de reconquistar eleitores que não compareceram às urnas ou que votaram em branco ou nulo. A campanha para o segundo turno terá uma lógica diferente, exigindo ajustes e estratégias para manter o apoio e ampliar a base eleitoral. Marco Aurélio, por sua vez, busca consolidar o crescimento observado e ampliar seu eleitorado, explorando o sentimento anti-sistema e a insatisfação com a política tradicional.
Informações adicionais
O cenário eleitoral em Ribeirão Preto reflete tendências observadas em outras cidades da região, como São Carlos, onde a polarização entre candidatos ligados ao PT e opositores marcou a disputa. A alta taxa de alienação eleitoral indica a necessidade de maior engajamento e mobilização dos candidatos para atrair eleitores indecisos ou desmotivados. O segundo turno será decisivo para definir o rumo da prefeitura, com estratégias focadas na recuperação de votos e na consolidação das identidades políticas dos candidatos.