Bruno Silva comenta a demora para início da fiscalização da “rabeira” em Ribeirão Preto
A prática de ‘pegar rabeira’ em ônibus em Ribeirão Preto continua a gerar indignação e preocupação. Ouvintes da rádio local, como o motorista de ônibus Israel, expressam frustração com o adiamento da fiscalização e o aumento dos abusos, incluindo jovens que sobem em cima dos veículos e utilizam cordas para se pendurar, criando um verdadeiro ‘trenzinho’ de risco.
A Lei e a Falta de Fiscalização
A lei que proíbe a prática de pegar rabeira em ônibus foi regulamentada em 16 de setembro, prevendo multa de R$ 518 e apreensão do equipamento utilizado. No entanto, a fiscalização foi adiada repetidamente, sob a justificativa de problemas técnicos operacionais por parte da RPmob, responsável pelo trânsito na cidade. Essa demora na implementação da lei gera um sentimento de impunidade e revolta na população.
A Necessidade de Ação do Ministério Público
Diante da ineficácia das instâncias de fiscalização, o cientista político Bruno Silva sugere que os cidadãos apresentem uma ação ao Ministério Público, solicitando sua intervenção. A pressão do Ministério Público pode colocar os responsáveis sob a parede e garantir que a lei seja cumprida. A participação dos pais na conscientização dos jovens sobre os perigos da rabeira também é fundamental.
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O Papel da Sociedade e a Frustração Política
A falta de ação das autoridades gera frustração e descrença na política. É importante que a sociedade se mobilize e cobre os responsáveis, incluindo vereadores e o próprio Ministério Público, para que a lei seja cumprida e tragédias sejam evitadas. A fiscalização efetiva e a aplicação das sanções previstas são essenciais para garantir a segurança da população.
A persistência do problema demonstra que a conscientização e as discussões públicas não são suficientes. É preciso que o poder público mostre sua face ativa e faça valer a lei, para que a prática da rabeira seja combatida de forma eficaz.