Recuo da organização fez com que o Governo Federal retirasse o patrocínio do Banco do Brasil; ouça o ‘De Olho na Política’
A AgriShow, importante feira do agronegócio brasileiro, tornou-se palco de um desconforto político. A tradicional presença de representantes do governo federal na abertura do evento, em 1º de maio, foi abalada por polêmicas envolvendo a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ministro “desconvidado” e polêmicas patrocinadoras
Inicialmente, o ministro da Agricultura havia sido escalado para representar o governo na feira. No entanto, após controvérsias sobre a presença de Bolsonaro, o ministro se sentiu “desconvidado” e anunciou sua desistência. Essa decisão gerou um mal-estar político, culminando na retirada de patrocínio do Banco do Brasil, embora os negócios da feira não sejam afetados.
Impacto econômico e falta de habilidade política
A ausência de apoio formal do governo federal impactou negativamente os produtores rurais. O estande do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, tradicionalmente presentes na feira para oferecer linhas de crédito, não estará presente. Os produtores terão que buscar informações e acordos em agências fora do evento, perdendo a oportunidade de negociações diretas e taxas de crédito mais vantajosas. A priorização de desejos políticos sobre os interesses econômicos do setor gerou uma situação ineficiente.
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A importância da diplomacia política no agronegócio
A situação expôs a falta de habilidade política na condução do evento. A presença do ex-presidente gerou um transtorno desnecessário, prejudicando a imagem da feira e os interesses do setor. A aproximação entre o Ministério da Agricultura e os atores do agronegócio é fundamental para garantir o sucesso da feira e o desenvolvimento do setor, considerando a importância do ministério para o Brasil, abrangendo exportações, acordos e oportunidades de negócios para os produtores.