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Bruno Silva comenta os desafios para a modernização das cidades

Gerir com pensamento a longo prazo não costuma ser o 'modus operandi' dos agentes políticos; ouça o 'De Olho na Política'
Bruno Silva comenta os desafios
Gerir com pensamento a longo prazo não costuma ser o 'modus operandi' dos agentes políticos; ouça o 'De Olho na Política'

Gerir com pensamento a longo prazo não costuma ser o ‘modus operandi’ dos agentes políticos; ouça o ‘De Olho na Política’

Ribeirão Preto recebe nesta sexta-feira (26) um fórum regional sobre cidades inteligentes que reúne gestores, especialistas e o público interessado em discutir soluções para mobilidade, sustentabilidade e serviços públicos. A edição local retoma um debate que tem ganhado espaço no vocabulário público e nas agendas municipais.

O que são cidades inteligentes

Para o consultor Bruno Silva, ouvido pela reportagem, o conceito engloba a articulação de três dimensões fundamentais: meio ambiente, mobilidade e acesso universal a serviços públicos como saúde, educação e assistência social. “É uma agenda que deixa de ser apenas tecnológica e passa a ser política: trata-se de definir prioridades e traduzir essas prioridades em planos diretores e em decisões legislativas”, afirmou Silva.

Cidade de quinze minutos e reorganização urbana

Entre as propostas discutidas no país está o chamado modelo da “cidade de quinze minutos”, que visa garantir que moradores tenham acesso a equipamentos essenciais — hospitais, escolas, espaços de lazer — em até dez a quinze minutos de deslocamento. Exemplos de discussão pública vieram de municípios como Campinas, que consideraram mudanças no plano diretor com esse foco. Para Silva, a ideia é integrar bem-estar, deslocamento e preservação ambiental em políticas urbanas coerentes.

Resiliência, transporte coletivo e tecnologia como meio

Outro ponto ressaltado no debate é a noção de resiliência: cidades capazes de resistir a decisões que gerem impactos negativos, como incentivos que aumentem o uso do automóvel e agravem o trânsito. A alternativa apontada é fortalecer sistemas integrados de transporte coletivo, ambientalmente sustentáveis e aptos a responder a pressões externas. A tecnologia, segundo especialistas, funciona como instrumento — por exemplo, monitoramento por câmeras para ajustar semáforos, avaliar fluxos de tráfego ou mapear pontos de poluição — e não como objetivo final.

Organizadores do fórum defendem ainda a troca de experiências com cidades internacionais que já trilham essas rotas, como Nova York, Shanghai e capitais europeias, para orientar políticas locais. O desafio, concluem os participantes, é transformar conceitos amplos em medidas concretas e viáveis para cidades de diferentes portes.

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