Especialista aponta que as escolas devem criar projetos efetivos de conscientização dos alunos contra práticas do tipo
Após o trágico massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que resultou em 11 mortes, autoridades, especialistas, pais, alunos e a população buscam compreender os motivos por trás do ato.
A omissão das escolas e a prevenção ao bullying
Para Juliana Monaret Barbieri, educadora e especialista em bullying, dois pontos cruciais merecem atenção. O primeiro é a urgente necessidade de ações efetivas de prevenção ao bullying nas escolas. A lei 3085 obriga as instituições a desenvolverem projetos nesse sentido, mas a especialista aponta a inércia de muitas escolas em cumprir essa determinação. Barbieri destaca a omissão das escolas e a falta de projetos efetivos de prevenção, mesmo diante de sinais evidentes de sofrimento e agressão entre os alunos.
A responsabilidade familiar e a importância da observação
Outro ponto relevante destacado por Barbieri diz respeito à responsabilidade familiar. Pais e familiares devem estar atentos a mudanças de comportamento em crianças e adolescentes, interpretando sinais de sofrimento ou isolamento como possíveis indícios de problemas. A especialista enfatiza que ignorar esses sinais pode ter consequências graves. A percepção precoce de comportamentos anormais é fundamental para a intervenção e prevenção de tragédias.
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A necessidade do diálogo e a prevenção de futuras tragédias
A especialista ressalta a importância de se abordar abertamente o tema do bullying, incentivando a conscientização e a busca por ajuda. Quanto mais cedo o assunto for discutido, maiores as chances de se evitar tragédias futuras. Embora ainda não haja uma conclusão definitiva sobre as causas do massacre de Suzano, o relato da mãe de um dos atiradores, que afirma que seu filho sofria bullying e havia deixado a escola por causa disso, reforça a necessidade de uma abordagem mais efetiva e preventiva por parte das escolas e das famílias.



