Prefeitura prometeu recapear 150 km de ruas e avenidas até o final de 2017
Moradores de Ribeirão Preto têm enviado inúmeras fotos de buracos em ruas e avenidas via WhatsApp, denunciando os prejuízos causados.
Prejuízos financeiros e acidentes fatais
O comerciante Rafael Quinteiro, por exemplo, relatou gastos de R$ 2 mil em reparos na suspensão do seu veículo devido aos danos causados pelas más condições das vias. Infelizmente, a situação é ainda mais grave: buracos já causaram duas mortes em 2023 na cidade. Eduardo Júnior, de 30 anos, morreu em um acidente de moto no mês passado, e Mateus Silva, de 19 anos, faleceu em fevereiro após um acidente na Avenida Bandeirantes.
Falta de manutenção e reclamações dos moradores
A situação se agrava em bairros como o Jardim Macedo, onde moradores reclamam da falta de manutenção há quase dois anos. Luís Carlos Graminha e Eduardo Santos defendem a necessidade de um recapeamento total, argumentando que o serviço de “tapa-buracos” é paliativo e ineficaz. A falta de manutenção não se restringe a um bairro específico, sendo um problema generalizado em Ribeirão Preto.
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Resposta da prefeitura
O secretário de infraestrutura, Pedro Luiz Pegoraro, reconhece a precariedade do pavimento asfáltico da cidade, com cerca de 1500 quilômetros de vias necessitando de reparos. Ele afirma que a malha viária deveria ser recuperada a cada 15 anos em média, o que não tem acontecido. Apesar disso, garante que a prefeitura está trabalhando intensamente na recuperação de vias, com uma meta de 150 quilômetros recapeados até dezembro. Até o momento, foram recuperados aproximadamente 22 a 25 quilômetros, e a previsão é de mais 100 quilômetros até o final do ano. A prefeitura também afirma ter tapado 36 mil buracos e pavimentado diversas ruas e avenidas em 2023, garantindo a qualidade dos materiais e serviços prestados.
A situação dos buracos em Ribeirão Preto continua preocupante, afetando a população com prejuízos financeiros e, tragicamente, com perdas de vidas. A eficácia das ações da prefeitura em solucionar o problema a longo prazo ainda precisa ser comprovada.



