Uma estudante fraturou a clavícula após cair em um buraco coberto por água na Via Norte
Motoristas de Ribeirão Preto sofrem com o estado precário das vias públicas, repletas de buracos que causam acidentes e transtornos à população.
Acidente e consequências
A estudante Adrieli Gomes, motociclista, sofreu um acidente na Via Norte ao cair em um buraco. Ela fraturou a clavícula e ficou com outros machucados, precisando de um mês de repouso. A situação a deixou inconformada, principalmente por ter um filho pequeno para cuidar. O buraco foi consertado pela prefeitura no dia seguinte, mas o problema persiste em diversos pontos da cidade.
Falta de manutenção e técnicas ultrapassadas
Avenidas importantes como Tomás Alberto Othallo, Celso Charuri e Maurílio Biage apresentam situação precária. Segundo o engenheiro civil Anderson Mazoli, o problema resulta de anos sem manutenção adequada do asfalto. O especialista em pavimentação José Roberto Romero afirma que a prefeitura utiliza técnicas e materiais ultrapassados, sugerindo a pavimentação com concreto, solução mais eficiente e duradoura, já adotada em cidades como Porto Alegre e Recife. O concreto drenante é apontado como solução para áreas com alagamentos.
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Prefeitura se manifesta e moradores criticam
A prefeitura de Ribeirão Preto, em resposta à CBN, reconhece a falta de tratamento adequado do solo e a deterioração de 1500 quilômetros de vias pavimentadas ao longo dos anos. Garante obras de recapeamento em pontos críticos e ações de tapa-buracos enquanto o recapeamento não chega a todos os locais. No entanto, moradores como a fonoaudióloga Marina Bergamo criticam a ineficiência do tapa-buracos, alegando que os reparos são provisórios e não resolvem o problema a longo prazo. A prefeitura, por meio de nota, afirma que o recapeamento atual segue normas técnicas e que o concreto é usado em casos específicos, como paradas de ônibus.
A situação dos buracos em Ribeirão Preto demonstra a necessidade de investimentos em infraestrutura e a adoção de soluções mais eficazes e duradouras para garantir a segurança dos motoristas e pedestres. A falta de manutenção preventiva e o uso de técnicas ultrapassadas contribuem para o agravamento do problema, impactando a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população.



