David Forli Inocente alerta para as doenças mentais na coluna ‘CBN Carreiras e Lideranças’
Saúde mental no trabalho: um impacto nos lucros das empresas
O peso dos transtornos mentais
O impacto do burnout, estresse e depressão nos ambientes corporativos é significativo. Dados preocupantes apontam que quase 38% das licenças médicas no Brasil estão relacionadas a doenças mentais, e um relatório britânico indica que 79% das pessoas entrevistadas sofreram algum episódio de estresse intenso no último ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima perdas de até 1 trilhão de dólares com esses problemas.
Desvendando os termos: Burnout, estresse e depressão
É importante diferenciar esses conceitos. O estresse é uma reação a situações de pressão, enquanto o burnout é um esgotamento físico e mental resultante de estresse crônico e prolongado. Já a depressão é uma doença psiquiátrica que requer diagnóstico médico. A identificação precoce e o acompanhamento profissional são cruciais em todos os casos.
Leia também
Como as empresas podem agir?
Medidas superficiais, como um dia de folga ocasional, são ineficazes. Uma cultura organizacional aberta e acolhedora é fundamental. Deve-se desmistificar o tema, incentivando a comunicação sobre problemas de saúde mental e eliminando o estigma associado a eles. As empresas devem mapear os casos, oferecer suporte e treinamentos para líderes e funcionários, capacitando-os a identificar sinais de alerta e a fornecer ajuda. Recursos como terapia online e atividades de bem-estar, como yoga em grupo, podem ser oferecidos. O primeiro passo é criar uma cultura de conscientização e apoio à saúde mental, permitindo que os colaboradores se sintam seguros para buscar ajuda quando necessário.