Metas, prazos, resultados… mundo corporativo transborda cobranças; quem fala sobre os riscos é o cardiologista Fernando Nobre
Mudanças no mundo do trabalho durante a pandemia trouxeram desafios inesperados para muitos profissionais. A transição para o trabalho remoto, inicialmente vista como algo positivo, resultou em um aumento significativo da carga horária e do estresse para diversos trabalhadores.
O excesso de trabalho e suas consequências
O excesso de trabalho, ou workaholism, tem se mostrado um problema crescente, com consequências negativas para a saúde física e mental. Profissionais relatam jornadas extenuantes, sem tempo para descanso ou lazer, se sentindo como “hamsters em uma roda”, sempre correndo sem parar. Essa situação pode levar a um estado de exaustão extrema, conhecido como burnout, uma síndrome que afeta diversas áreas da vida do indivíduo.
Workaholism: um distúrbio comportamental?
Embora o workaholism ainda não seja formalmente classificado como um diagnóstico, é reconhecido como um fator de risco para diversas doenças, especialmente as cardiovasculares. A semelhança com outras dependências comportamentais, como o vício em jogos, é notável. A ausência de um diagnóstico formal não diminui a gravidade do problema, que impacta significativamente a saúde e o bem-estar dos indivíduos.
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Equilíbrio como chave para a saúde
A busca pelo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é fundamental para a prevenção de problemas relacionados ao excesso de trabalho. Pausas regulares, momentos de descanso e lazer são essenciais para a saúde física e mental. Assim como em outras áreas da vida, o princípio aristotélico da virtude no equilíbrio se mostra crucial para a manutenção da saúde e bem-estar no ambiente de trabalho. Priorizar o descanso e a saúde é tão importante quanto a dedicação profissional.