Somente nas primeiras horas de domingo (25), mais de 600 pessoas já haviam procurado por atendimento médico
Ribeirão Preto enfrentou um dos piores índices de qualidade do ar dos últimos 20 anos, atingindo níveis considerados péssimos e raramente vistos na escala de medição da Cetesb. A Defesa Civil emitiu alerta devido à intensa fumaça presente na atmosfera antes da chuva.
Impacto na Saúde Pública
O índice de qualidade do ar roxo resultou em 622 atendimentos médicos nas quatro UPAs da cidade até o meio-dia do dia do evento, um aumento de 10% em comparação ao domingo anterior. A recomendação foi para que a população evitasse ao máximo a exposição ao ar livre, permanecendo em ambientes fechados.
A Análise da Poluição
Segundo a professora de química da USP, Lucia Campos, a população respirou gases extremamente tóxicos e partículas finas de grande potencial tóxico. Esses materiais inalados causam problemas respiratórios a curto prazo e podem aumentar o risco de doenças como câncer a longo prazo, especialmente com grande exposição. Estudos com células de fígado mostraram que as partículas da fumaça causaram a morte de um número significativamente maior de células em comparação com amostras coletadas em períodos anteriores. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, devido à fragilidade de suas vias respiratórias e sistemas imunológicos.
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Recomendações e Reflexões
A situação expôs a população a riscos significativos à saúde. A melhora da qualidade do ar é uma notícia positiva, mas o evento serve como um alerta sobre a importância da prevenção e da conscientização sobre os impactos da poluição atmosférica na saúde pública.



