Giuliano Tamura e Ananda Porto conversam com o biólogo Luciano Lima sobre uma das corujas mais difíceis de ser observada
Neste bate-papo do podcast Sons da Terra, em parceria com a CBN, exploramos o misterioso mundo da caburé-canelado (Glaucidium minutissimum), uma pequena coruja descrita como uma verdadeira ave fantasma.
O fascínio pela caburé-canelado
A caburé-canelado é uma espécie difícil de ser avistada, o que contribui para o seu status quase mítico entre observadores de aves. Menor que uma corujinha-do-mato, sua existência é muitas vezes confirmada apenas pelo seu canto discreto, que pode ser facilmente confundido com outros sons da natureza. A dificuldade em encontrá-la a tornou um desafio e tanto para entusiastas e pesquisadores.
Descobertas e registros recentes
Com o advento de plataformas online como o eBird, o compartilhamento de informações sobre avistamentos se tornou mais fácil. Isso levou a um aumento significativo nos registros da caburé-canelado, principalmente em regiões como Conceição dos Ouros (MG). Relatos de observadores experientes, como Wagner Loureiro, guia local e observador de aves, detalham o comportamento da espécie, incluindo seus hábitos reprodutivos e a localização de seus ninhos em ocos de árvores. A plataforma eBird atualmente conta com quase mil fotos e 168 registros da espécie.
Leia também
Características e habitat da caburé-canelado
A caburé-canelado apresenta plumagem com tons de canela e branco, além de um peculiar traço escuro que lembra uma sombra nos olhos. Seu canto, muitas vezes descrito como um coaxar sutil, pode ser enganoso, dificultando a localização precisa do indivíduo. Ela habita áreas de vegetação mais rala, como o cerrado, a caatinga e a mata atlântica, preferindo locais com árvores menores para evitar predadores maiores, como outras espécies de corujas. Sua dieta consiste principalmente de pequenos roedores e insetos.
A caburé-canelado, apesar de sua natureza discreta, é uma espécie fascinante que continua a cativar observadores e pesquisadores. O aumento de registros e o compartilhamento de informações têm contribuído para um melhor entendimento dessa pequena, porém imponente, ave fantasma.