Grupo, que tem assistido animais na região de Cajuru, percebeu um aumento na quantidade de armadilhas em vegetações
Após meses de estiagem, geada e incêndios, as matas da região de Cajuru sofrem com o aumento da caça predatória de animais silvestres. Com os animais debilitados e em busca de alimento, caçadores se aproveitam da situação para armar armadilhas e capturar diversas espécies.
Ação Voluntária e Degradação Ambiental
Um grupo de voluntários que distribui água e comida aos animais afetados pelas queimadas tem encontrado diversas armadilhas e carcaças de animais, como um tatu, indicando a intensificação da caça ilegal. O jornalista Valdir Buentes, do Conselho Municipal de Turismo de Cajuru, relata a degradação ambiental e a vulnerabilidade dos animais, que, com a redução de seus habitats, ficam mais expostos.
Vulnerabilidade Animal e Ações de Combate à Caça
A caça predatória se agrava devido à fragilidade dos animais, que estão mais fracos e famintos após a seca e os incêndios. Segundo José Eduardo Cavalho, arquiteto e voluntário, animais como porcos-do-mato, catetos e tatus são os principais alvos, tornando-se presas fáceis. A ação dos caçadores, que geralmente atuam à noite, dificulta a fiscalização. A solução passa por conscientização, apoio da população e fiscalização mais efetiva, possivelmente com o uso de câmeras.
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Prevenção e Educação Ambiental
A região de Cajuru registrou altos índices de incêndios em 2021, o que reforça a necessidade de prevenção. Além do monitoramento das matas para garantir a recuperação da área e o fornecimento de alimento para os animais, o projeto voluntário iniciou ações de educação ambiental para crianças e adultos, através das redes sociais. Em 2021, foram registrados 38 boletins de ocorrência, 55 autos de infração, apreendidas 41 armas de fogo, quase 400 munições, 58 alçapões, e 11 redes de caça, demonstrando a dimensão do problema e a necessidade de ações mais contundentes para proteger a fauna local.



