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Cachorro morre depois de ser queimado em Cruz das Posses

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Cachorro queimado Cruz Posses
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Um caso chocante de maus-tratos a animais está sendo investigado pela Polícia Civil de Sertãozinho, após a morte de um cachorro no distrito de Cruz das Posses. O incidente, que ocorreu no último fim de semana, ganhou repercussão e levanta discussões sobre a proteção dos animais e a necessidade de punições mais severas para os agressores.

O Crime e o Medo das Testemunhas

Segundo relatos, o cão, carinhosamente chamado Neguinho, um vira-lata de apenas um ano e quatro meses, foi vítima de um ato cruel: um homem teria ateado fogo nele. A dona do animal, Edna Suely Garciernandes, expressou sua dor e indignação, afirmando que Neguinho era dócil e que não consegue entender a motivação para tamanha barbaridade. A situação se agrava com o medo de testemunhas em depor, já que o suposto autor é considerado vingativo, dificultando a coleta de informações cruciais para a investigação.

Investigação e a Busca por Testemunhas

O caso chegou ao conhecimento da OAB de Sertãozinho, com o advogado Bruno Marques, membro da Comissão de Proteção Animal, acompanhando de perto. Uma denúncia anônima apontou para um suspeito, mas a ausência de depoimentos formais impede o avanço da investigação. A OAB ressalta a importância de reunir provas concretas, como fotos, vídeos e, principalmente, depoimentos, para que o responsável seja formalmente acusado. A falta de colaboração da população, motivada pelo medo, representa um obstáculo significativo para a justiça.

A Luta por Leis Mais Rígidas e a Omissão de Socorro

Bruno Marques defende a urgência de penas mais rigorosas para crimes contra animais, argumentando que a legislação atual, que prevê punições brandas, não é suficiente para coibir a violência. Paralelamente, ativistas de direitos animais se mobilizam em Brasília, buscando mudanças nas leis de proteção animal, incluindo o controle da natalidade e a proibição de testes em animais para cosméticos e produtos de higiene. A OAB alerta que policiais que se recusarem a apurar casos de maus-tratos ou a socorrer animais podem responder administrativamente por omissão de socorro.

A tragédia de Neguinho expõe a fragilidade da proteção animal e a necessidade de uma mudança cultural e legislativa para garantir a segurança e o bem-estar dos animais.

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