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Caem os índices de proliferação do Aedes Aegypti em Ribeirão Preto

Apesar da redução após a epidemia do primeiro semestre, números ainda são considerados preocupantes
Aedes Aegypti Ribeirão Preto
Apesar da redução após a epidemia do primeiro semestre, números ainda são considerados preocupantes

Apesar da redução após a epidemia do primeiro semestre, números ainda são considerados preocupantes

A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto divulgou os resultados da Avaliação de Densidade Larvária, um estudo estatístico crucial para dimensionar os riscos de transmissão da dengue. A análise considera os focos potenciais de criação do Aedes aegypti, criadouros já existentes e o número de larvas encontradas na cidade.

Comparativo com o Levantamento Anterior

Em comparação com o último levantamento realizado em outubro do ano passado, período que antecedeu a maior epidemia de dengue já enfrentada pelo município, os dados atuais apresentam um leve recuo nos índices de infestação.

  • O Índice de Breteau (IB) diminuiu de 2,61 em outubro de 2015 para 2,20 em meados de 2016.
  • O Índice Predial (IP) registrou uma queda de 1,90 para 1,73.
  • O Índice de Recipientes (IR) apresentou uma redução significativa, passando de 4,93 para 2,01.

Fatores Climáticos e a Proliferação do Mosquito

Maria Lúcia Biagini, chefe do Departamento de Vigilância Ambiental em Saúde, atribui essa diminuição nos índices de proliferação do mosquito Aedes aegypti, principalmente, às condições climáticas. “Basta uma fêmea do mosquito para infectar até 30 pessoas, então pode ocorrer uma epidemia em qualquer situação. Nesse momento os índices estão baixos, nós estamos com poucas chuvas e uma temperatura mais amena, o que influencia muito a proliferação do mosquito”, explicou.

Atenção Contínua e Medidas Preventivas

Apesar da queda nos números, Maria Lúcia Biagini enfatiza que não há motivos para descuidar ou reduzir o combate ao mosquito em Ribeirão Preto. A Secretaria Municipal de Saúde já iniciou a intensificação das visitas a todos os imóveis do município, com previsão de término para o final de setembro. Além disso, a cada 15 dias, são visitados pontos estratégicos como desmanches de veículos, depósitos de inservíveis e cemitérios. Imóveis especiais, como supermercados, escolas, unidades de saúde e hospitais, são inspecionados a cada dois meses. Estão previstos também arrastões em setembro.

A epidemia de dengue em Ribeirão Preto em 2016 é a maior já registrada na história da cidade, com mais de 34 mil casos confirmados desde janeiro.

Os dados atuais indicam uma melhora no cenário da dengue em Ribeirão Preto, mas a vigilância e o combate ao mosquito transmissor devem ser mantidos para evitar um novo surto.

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