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Cai o número de adoções no Brasil em 2018

Comparado aos números de 2017, a queda é de 36%; restrições dos casais atrapalham na hora do processo de adoção
adoções no Brasil
Comparado aos números de 2017, a queda é de 36%; restrições dos casais atrapalham na hora do processo de adoção

Comparado aos números de 2017, a queda é de 36%; restrições dos casais atrapalham na hora do processo de adoção

O número de adoções no Brasil caiu 36% em 2018, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. Esse decréscimo acende um alerta sobre as dificuldades no processo de adoção, principalmente em relação à preferência por crianças menores de 5 anos.

A Preferência por Crianças Menores de 5 Anos

A maioria dos casais que buscam adotar crianças prioriza bebês, o que deixa centenas de crianças e adolescentes em abrigos aguardando por uma família. Em São Paulo, por exemplo, mais de 1.800 crianças e adolescentes estão na fila de adoção, muitas delas por anos, por não se encaixarem no perfil desejado pelos pretendentes. Isabel Alves Petrucelli, coordenadora de um abrigo em Araraquara, destaca a dificuldade em encontrar famílias para crianças maiores, mesmo quando bebês são acolhidos, o processo de adaptação familiar leva tempo, e a criança deixa de ser um bebê.

Os Desafios da Adoção: Álcool, Drogas e o Tempo de Espera

Ana Maria da Silva, assistente social, aponta o alcoolismo e o uso de drogas como principais motivos para o acolhimento de crianças. Mesmo com o amor materno, essas dependências impedem os cuidados adequados, levando à adoção como única alternativa. O processo, segundo o Conselho Nacional de Justiça, demora em média um ano, podendo se estender caso o pretendente tenha um perfil específico. O depoimento de Priscila Alberice, adotada aos 35 anos, e de sua mãe adotiva, Rosa Maria Maciel Alberice, ilustra a transformação que a adoção proporciona.

A Importância da Conscientização e o Processo de Adoção

Para aqueles que desejam adotar, o primeiro passo é procurar a Vara da Infância e Juventude. Em Ribeirão Preto, por exemplo, há apenas dois adolescentes disponíveis para adoção, ambos com necessidades específicas de saúde. A psicóloga Estela Cabral Sargento explica o processo, que inclui um curso obrigatório para pretendentes à adoção, seguido de análise de documentos e estudo psicossocial. É necessário ter no mínimo 18 anos e uma diferença de 16 anos entre o adotante e a criança. O Cadastro Nacional de Adoção, criado em 2008, facilita a busca por famílias compatíveis, mas a preferência por bebês continua sendo um obstáculo para muitas crianças maiores e adolescentes. Apesar de haver mais de 44 mil pretendentes cadastrados em todo o Brasil, a realidade é que muitas crianças aguardam por uma família, destacando a necessidade de conscientização sobre a importância de acolher crianças de todas as idades.

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