Queda foi de 95% em cinco anos; universitários relatam dificuldade para conseguir benefício
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) enfrenta uma crise de financiamento, com uma queda drástica no número de novos contratos nos últimos anos. Entre 2014 e 2018, houve uma redução de quase 95% nos contratos, passando de 186.700 para apenas 10.265.
Mudanças nas Regras e Restrições Financeiras
As mudanças nas regras de acesso ao Fies contribuíram significativamente para essa redução. Até 2015, estudantes com renda familiar bruta de até 20 salários mínimos podiam solicitar o financiamento. A partir de então, o governo adotou critérios mais restritivos, limitando a renda familiar per capita a dois, e posteriormente, três (modalidade 1) e cinco salários mínimos para outras modalidades. Essas alterações, somadas ao ajuste fiscal do governo federal, dificultaram o acesso ao programa.
Impacto na Sociedade e Dificuldades no Processo
A diminuição do número de contratos impacta não apenas os estudantes, mas também a sociedade como um todo, que terá menos profissionais qualificados em diversas áreas. O processo de solicitação do Fies também se tornou mais burocrático, gerando dificuldades para os candidatos. Um exemplo disso é o caso de Fernanda Pereira de Oliveira, cuja filha teve o financiamento negado devido a uma inconsistência entre as informações do Fies e a oferta de cursos da instituição.
Leia também
O Futuro do Fies
O Ministério da Educação afirma que o Fies passou por uma reestruturação desde 2015, incluindo a exigência de bom desempenho no ENEM como critério de acesso. Embora o ministério negue redução de vagas, o Tribunal de Contas da União solicitou estudos para diminuir a dependência de recursos do Tesouro Nacional para o programa. A situação do Fies demonstra a necessidade de um equilíbrio entre a necessidade de ajuste fiscal e a garantia do acesso à educação superior para estudantes de baixa renda.



