Contribuintes poderão sacar até R$ 500 por conta; especialista analisa os impactos na economia com a medida
A Caixa Econômica Federal iniciou o pagamento do crédito de até R$ 500 do saque imediato do FGTS para quem possui conta no banco e nasceu nos quatro primeiros meses do ano. Um cronograma regula a liberação, gerando grande expectativa entre os consumidores.
Como os consumidores estão usando o dinheiro?
Uma pesquisa da Boa Vista SCPC, realizada com consumidores, revelou que 68% deles têm direito ao valor, e mais da metade pretende sacá-lo. A maioria dos que sacarão o dinheiro (56%) o utilizará para pagar dívidas, refletindo o alto nível de endividamento no Brasil. Destes, 42% quitarão contas atrasadas, enquanto 14% pagarão contas em dia, mas com dificuldades de mantê-las. Uma parcela menor (12%) usará o valor para compras no varejo, 6% para viagens e 12% para outros fins.
Riscos e oportunidades
É importante ressaltar que 37% dos que pagarão dívidas atrasadas o farão com cartão de crédito, onde os juros são altos. Recomenda-se renegociar dívidas com juros elevados para otimizar o uso do recurso. Para aqueles sem dívidas, a pesquisa sugere comparar os rendimentos do FGTS com outras opções de investimento, considerando a queda das taxas de juros.
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Impacto na economia
O impacto do saque imediato na economia será gradual, com efeitos mais significativos ao longo do ano, especialmente nas vendas de fim de ano, como Black Friday e Natal. Lojistas devem se preparar para essa injeção de recursos, embora a cautela do consumidor e a incerteza econômica devam ser consideradas. Embora não mude completamente o cenário econômico, o dinheiro extra representa um estímulo significativo.



