A Anac confirmou que a aeronave tinha autorização temporária para não registrar oito parâmetros, dos 91 requeridos na legislação
Uma informação preocupante veio à tona nas investigações da tragédia com o voo 2283 da Voe e Paz: as caixas pretas do avião registravam menos dados do que o exigido pela legislação brasileira.
Caixas Pretas e a Legislação
Aviões são obrigados a ter gravadores de voo, popularmente conhecidos como “caixas pretas”, que registram sons da cabine e dados de instrumentos como altura, temperatura e inclinação. A lei brasileira exige o registro de 91 tipos de informação. No entanto, o avião acidentado estava isento da gravação de oito parâmetros, incluindo pressão hidráulica, pressão de freio e dados de navegadores de voo.
Isenção da ANAC
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) concedeu uma autorização temporária em março de 2022, isentando o avião da gravação desses oito parâmetros. A justificativa da ANAC é que o avião, fabricado na França em 2010 e que operou na Indonésia antes de chegar ao Brasil em 2022, necessitava de prazo para se adequar às normas brasileiras, mais rígidas que as da União Europeia. A ANAC afirma que a decisão foi tomada em consulta ao Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) e que os parâmetros isentos não prejudicam as investigações em andamento.
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Investigação em Andamento
Apesar da afirmação da ANAC, a falta de gravação desses dados pode dificultar a investigação, que já é complexa por natureza. A busca pelas causas do acidente requer a análise minuciosa de diversos fatores, e a ausência de informações relevantes pode comprometer a compreensão completa do ocorrido. As investigações seguem em andamento, buscando esclarecer todos os detalhes da tragédia.



