Reportagem da CBN também flagrou uma movimentação grande fiscais e guardas civis
Ribeirão Preto: Impasse entre Prefeitura e Governo do Estado Gera Incerteza no Comércio Local
Lojas Cumprem Restrições, Mas Demissões Preocupam
O comércio de Ribeirão Preto enfrenta incertezas devido ao impasse entre a prefeitura e o governo do estado sobre as medidas de restrição impostas pela pandemia. A reportagem foi às ruas para acompanhar a situação e conversar com comerciantes e população. No calçadão, a movimentação é intensa, com famílias e crianças, mas também com uma forte presença de fiscais da prefeitura e policiais, monitorando o cumprimento das regras da fase amarela.
A maioria das lojas está seguindo as determinações, com horário reduzido (fechamento às 17h), medição de temperatura e disponibilização de álcool gel na entrada. Apesar disso, o clima é de apreensão. Conversamos com gerentes de lojas de calçados e roupas que relataram demissões recentes e a perspectiva de mais cortes caso a cidade regrida para a fase laranja. Uma rede de lojas de calçados, por exemplo, já demitiu 15 funcionários e prevê novas demissões caso as restrições se agravem.
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Preocupação com o Futuro e Respeito às Medidas de Segurança
A inconstância das medidas de restrição gera insegurança entre os comerciantes, que não sabem se devem aumentar estoques ou contratar funcionários. A situação é agravada pela falta de previsibilidade, com a cidade oscilando entre fases, gerando instabilidade econômica. Apesar das incertezas, a população parece estar mais adaptada às medidas de segurança. A maioria das pessoas utiliza máscaras corretamente, mas ainda há casos de descuido, com pessoas usando a máscara no pescoço, o que compromete a proteção.
A fase amarela segue em vigor até sexta-feira, aguardando-se o pronunciamento do governador João Doria sobre um possível pedido de revisão. Enquanto isso, a recomendação é de que a população continue respeitando as medidas de segurança, utilizando máscaras corretamente e mantendo o distanciamento social, mesmo com a flexibilização das restrições. A pandemia não acabou, e a cautela continua sendo fundamental.



