Mês de setembro é dedicado ao debate e conscientização sobre às pessoas com deficiência; Anderson Manzoli fala sobre o tema
Setembro é o mês dedicado à conscientização sobre a inclusão de pessoas com deficiência, com foco especial na mobilidade e acessibilidade urbana. Para discutir o tema, conversamos com Anderson Manzoli, engenheiro especialista em transportes.
Desafios da Acessibilidade Urbana
Manzoli destaca que, embora a situação tenha melhorado, ainda há muito a ser feito. Leis existem para garantir a inclusão, impulsionadas pelo envelhecimento da população e pela crescente necessidade de espaços públicos acessíveis. Apesar disso, a infraestrutura ainda prioriza o transporte individual (automóveis), dificultando o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida a ônibus adaptados e outros meios de transporte.
Barreiras e Soluções
O engenheiro aponta a ocupação irregular de vagas reservadas para cadeirantes como um problema recorrente. Além disso, a instalação inadequada de pisos táteis, essenciais para orientação de pessoas com deficiência visual, também compromete a acessibilidade. Manzoli ressalta que, embora haja melhorias em comparação a 10 anos atrás, a infraestrutura ainda não atende plenamente às exigências legais. A solução não se limita à construção, mas também à instalação correta e ao respeito pela infraestrutura já existente.
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Equidade e Inclusão Social
Manzoli enfatiza a importância de se superar o preconceito e a falta de empatia em relação às pessoas com deficiência. A tecnologia atual facilita a vida dessas pessoas, e a sociedade deve garantir sua plena inclusão. O conceito de equidade, em vez de igualdade, é fundamental: proporcionar condições diferentes para que todos alcancem igualdade de oportunidades. Para isso, é necessário um esforço conjunto do poder público, que tem a obrigação legal de garantir a acessibilidade, e da sociedade civil, por meio de associações que atuam na cobrança e conscientização.
A construção de uma sociedade inclusiva requer a colaboração de todos. A empatia, o respeito às leis e a pressão da sociedade civil são essenciais para garantir que pessoas com deficiência possam usufruir plenamente dos espaços públicos e ter uma melhor qualidade de vida.



