Acidente vascular cerebral causa mais mortes do que câncer; saiba como prevenir esse problema
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, representa a segunda maior causa de morte em escala global, superando até mesmo os óbitos decorrentes de câncer. No Brasil, a cada ano, mais de 100 mil pessoas perdem a vida em decorrência dessa condição, e uma parcela significativa da população desconhece seus sintomas e formas de prevenção.
O Impacto do Calor no Risco de AVC
O calor excessivo pode influenciar na ocorrência de AVC. As altas temperaturas tendem a elevar a pressão arterial, descontrolando-a e, consequentemente, aumentando o risco de AVC. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o AVC, além de outras doenças cardiovasculares, como o infarto.
Sintomas e a Importância do Reconhecimento Rápido
Muitas pessoas podem ter um AVC e não perceberem de imediato. Em alguns casos, o diagnóstico é feito tardiamente, através de exames como a tomografia. É crucial estar atento aos sinais de alerta, pois a cada seis pessoas no mundo, uma terá um AVC ao longo da vida. Os sintomas incluem fraqueza em um lado do corpo, dificuldade na fala ou compreensão, boca torta e dormência súbita. Uma dor de cabeça intensa e repentina, diferente das dores de cabeça habituais, também pode ser um sinal de alerta.
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Diante de qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar auxílio médico imediatamente, acionando o SAMU ou buscando atendimento de emergência. O AVC é uma emergência médica, e o tratamento rápido pode fazer toda a diferença.
Fatores de Risco e Prevenção
A ocorrência de AVC em familiares aumenta o risco de uma pessoa desenvolver a condição, principalmente se o parente teve o AVC antes dos 60 anos. No entanto, é importante ressaltar que o AVC tem tratamento e prevenção. É possível reduzir em até 80% o risco de ter um AVC controlando outros fatores de risco, como a hipertensão, o diabetes, o colesterol alto e o tabagismo.
Ao adotar hábitos saudáveis e manter os fatores de risco sob controle, é possível reduzir significativamente as chances de desenvolver um AVC.



