Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Um calouro da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal foi vítima de uma agressão motivada por homofobia na madrugada do último sábado, segundo informou a Polícia Civil. O ataque teria sido praticado por veteranos fora do campus; a vítima, estudante do primeiro ano, optou por não se identificar.
O caso e relatos do estudante
De acordo com o relato do aluno, ele retornava de uma festa acompanhado por seis amigos quando um grupo de veteranos se aproximou. O que, segundo a vítima, começou como um trote transformou-se em humilhação e agressão quando os agressores descobriram sua orientação sexual. O estudante afirmou ter sido xingado, sofreu socos e pontapés, e um amigo que tentou intervir também foi atingido por um tapa no rosto.
“Eu conversava com amigos na rua quando um grupo de veteranos percebeu que eu era calouro e resolveu se aproximar. Tudo teria começado com um trote, mas quando descobriram que eu era homossexual, começaram a humilhação”, disse o aluno à polícia.
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Investigação policial
O delegado Oswaldo José da Silva registrou o caso como lesão corporal dolosa, tipificação que pressupõe intenção de causar dano físico. A Polícia Civil informou que a vítima será convocada para prestar depoimento e decidir se deseja representar criminalmente contra os suspeitos. Até o momento não foram divulgadas identidades dos envolvidos nem detalhes sobre diligências em andamento.
Resposta da Unesp e possíveis sanções
A direção do campus de Jaboticabal, representada por Maria Cristina Tomás, comunicou que haverá uma avaliação interna preliminar conduzida por docente indicado pela instituição. Caso os fatos se confirmem, a universidade poderá instaurar comissão sindicante para apuração mais aprofundada, com sanções que vão desde advertência formal até suspensão ou expulsão dos estudantes envolvidos.
A Unesp afirmou seu compromisso com a promoção de um ambiente seguro e respeitoso para toda a comunidade acadêmica.
O episódio segue sob investigação pelas autoridades policiais e em avaliação pela universidade, sem novas informações públicas sobre a identificação dos suspeitos até o momento.



