Consórcio afirma que fez os investimentos previstos em contrato
Custo de Estações de Bairro Excede Previsão Inicial
Em 2012, a previsão era de 171 mil reais por estação, num total de sete estações de bairro. No entanto, o custo real variou significativamente. A estação de Paulista custou 1.088.000 reais, enquanto a estação Jardim José Sampaio custou 1.100.000 reais. Três das quatro estações não entregues sequer tiveram início das obras: USP, Vila Mariana e o terminal Mariana Junqueira. A estação Catedral encontra-se incompleta.
CPI investiga Descumprimento de Contrato
A Câmara de Ribeirão Preto instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o contrato entre a prefeitura e o consórcio Pró-Urbano. O vereador Marcos Papa, presidente da CPI, acompanha o descomprimento das cláusulas contratuais desde 2013. Apesar de tentativas anteriores de resolução por meio de termos de ajustamento de conduta, o contrato foi descumprido tanto pelo Pró-Urbano quanto pela prefeitura, resultando em uma ação civil pública. A CPI convocará representantes do Pró-Urbano, da Transerp e da administração para esclarecer a situação.
Pró-Urbano Argumenta Sobre Alterações no Projeto
O advogado do Pró-Urbano, Paulo César Braga, afirma que as alterações feitas nos projetos pela administração anterior, na gestão da ex-prefeita Darci Vera, motivaram o aumento nos custos. Ele ressalta que o consórcio finalizou e entregou todas as obras conforme definido pela prefeitura, incluindo as alterações. O Pró-Urbano alega que pode concluir as obras restantes, mas a prefeitura precisará arcar com os custos adicionais, seja por meio de aditivo contratual ou outra forma de compensação. O Ministério Público chegou a assinar um termo de ajustamento de conduta com a gestão anterior, mas não se manifestou sobre o não cumprimento do contrato. A prefeitura confirmou a formação de uma comissão para avaliar o contrato e cobrar ações necessárias.
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Em resumo, a situação envolvendo a construção das estações de bairro em Ribeirão Preto expõe um grande descompasso entre o previsto e o executado, gerando questionamentos sobre responsabilidades e a necessidade de medidas para solucionar os problemas existentes e garantir a conclusão das obras.



