Câmara afasta Bigodini por 180 dias após investigação sobre acidente e embriaguez
A Câmara Municipal aprovou a suspensão do vereador Bigodini por 180 dias, abrindo caminho para um possível novo processo de cassação após o julgamento judicial. O afastamento ocorreu em meio a uma sessão tensa, com manifestações pedindo a cassação do vereador.
O Afastamento e o Processo Ético
O vereador Roger Ronanda Silva, conhecido como Bigodini, do MDB, foi afastado após 19 vereadores votarem a favor de sua suspensão. Segundo o presidente do Conselho de Ético, Diácono Ramos, do União, se Bigodini for condenado no processo judicial, um novo processo de cassação será instaurado. Ramos defendeu a suspensão como uma medida proporcional e preventiva, aguardando a decisão judicial.
As Acusações e a Investigação
O processo de cassação foi aberto em 1º de outubro, com base em investigações da Polícia Civil que contradizem a versão inicial do vereador sobre um acidente de carro. A polícia concluiu que Bigodini dirigia o veículo em alta velocidade e estava embriagado, indiciando-o por embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual. Sua namorada também foi indiciada por falsidade ideológica e fraude processual.
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O Silêncio do Vereador e as Implicações
Bigodini optou por não se pronunciar sobre o caso, gerando críticas e questionamentos sobre sua conduta. Analistas apontam que o silêncio e a falta de transparência do vereador, conhecido por sua atuação ativa nas redes sociais, podem ter um impacto negativo em sua imagem e na percepção pública sobre o caso. A Câmara Municipal, ao optar pela suspensão, buscou equilibrar a pressão popular por uma punição mais severa com o respeito ao devido processo legal.
O futuro político de Bigodini permanece incerto, dependendo do desenrolar do processo judicial e das decisões da Câmara Municipal.