Programa visa melhorar a fluidez no trânsito fomentando o transporte público; cientista político Bruno Silva analisa a pauta
A Câmara de Ribeirão Preto aprovou em primeira discussão o Plano de Mobilidade Urbana, projeto que visa melhorar o trânsito para motoristas, ciclistas e pedestres, além de reduzir o número de carros e incentivar o transporte público.
Pedágio na área central barrado
Uma proposta de cobrança de pedágio na área central foi vetada após emenda apresentada pelo vereador Alessandro Maraca. O vereador argumentou que a medida criaria um gueto, beneficiando apenas quem tem condições financeiras de pagar, e prejudicaria os comerciantes locais.
Pontos positivos do plano
O presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara, Marcos Papa, elogiou o plano, destacando metas para melhorar o transporte coletivo, como a criação de um conselho e fundo de mobilidade urbana para permitir a participação da sociedade. Papa também apontou a necessidade de melhorias na infraestrutura, como a redução do número excessivo de semáforos na cidade.
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Desafios e próximos passos
Apesar da aprovação, o plano enfrenta críticas. Vereadores como Ramon Faustino apontaram falhas, como a falta de priorização do transporte coletivo e o foco excessivo nos automóveis. A Sirpe (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) também se manifestou contra o pedágio, temendo impactos negativos para o comércio local. A segunda votação do projeto deve ocorrer em breve, e o prefeito ainda pode vetar algumas emendas. A aprovação final dependerá de uma série de fatores, incluindo recursos financeiros e a capacidade de implementação das medidas propostas.
O plano de mobilidade urbana de Ribeirão Preto, apesar dos desafios e controvérsias, representa um importante passo para melhorar a dinâmica do trânsito e a qualidade de vida na cidade. Sua implementação eficaz dependerá de um esforço conjunto entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil.